
Com mercado financeiro dividido, Banco Central pode interromper ciclo de alta dos juros nesta quarta
16 de junho de 2025
Em 2024, um terço das reclamações trabalhistas no STF se referia a justiça do trabalho
18 de junho de 2025O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pediu nesta segunda-feira (16) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), 24 horas para negociar com representantes das partes ligadas a empresários e trabalhadores uma alternativa ao decreto do governo federal que restringe a abertura de comércio aos domingos e em feriados nacionais.
Um projeto de decreto legislativo para derrubar a norma consta na pauta desta segunda da Casa. Por isso, o Palácio do Planalto entrou em campo para evitar a votação. Segundo o relator do projeto, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), contudo, caso o governo não apresente uma alternativa até a terça-feira (17), o texto será votado em plenário.
Ao R7, Passarinho explicou que o ministro pode revogar o decreto ou adiar a validade da norma, o que já foi feito anteriormente por três vezes. O texto atual do decreto passa a valer em 1° de julho. Atualmente, vale o acordo entre patrões e empregados.
O decreto exige que aconteça uma convenção coletiva a fim de permitir que alguns setores, a exemplo de supermercados e concessionárias, funcionem em datas comemorativas.
De acordo com o projeto, o decreto do governo é um “retrocesso significativo”, que inviabiliza o funcionamento de atividades importantes, como:
- Varejistas de peixe;
- Varejistas de carnes frescas e caça;
- Varejistas de frutas e verduras;
- Varejistas de aves e ovos; e
- Varejistas de produtos farmacêuticos (incluindo farmácias de manipulação).
Autor da proposta, o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) alega que a norma “compromete a manutenção de milhares de empregos em diversas atividades que vinham operando com sucesso desde 2019 em todo o Brasil”. Gastão disse que vai ter uma reunião nesta terça com o ministro do Trabalho para discutir o assunto.
“Restringir o funcionamento do comércio em dias estratégicos reduz significativamente a receita das empresas, afetando não só os negócios em si, mas também a arrecadação de impostos que são essenciais para o financiamento de políticas públicas e investimentos em infraestrutura”, defendeu o deputado na proposta.
Gastão também afirma que a norma limita a acessibilidade dos consumidores aos produtos e serviços essenciais, afetando a qualidade de vida da população. Além disso, que o decreto pode desestimular o empreendedorismo e a inovação no setor do comércio.
Fonte: R7

