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3 de maio de 2023Dois suspeitos foram presos pela Polícia Civil do Ceará por fraudes em sites de secretarias estaduais de Fazenda e de Detrans.
Quando se faz uma busca no Google, os resultados que aparecem primeiro podem estar lá porque as empresas pagaram por isso. São os links patrocinados.
Uma investigação das polícias do Maranhão e do Ceará descobriu que estelionatários usaram esse artifício para aplicar golpes. Eles falsificaram sites de órgãos públicos – e depois pagaram ao Google para aparecerem no topo dos resultados de buscas.
A polícia prendeu em um condomínio na Praia do Futuro, em Fortaleza, Anderson Frasão e Felipe Maracai. Nos computadores deles, os investigadores encontraram 27 sites fraudulentos. Dezoito deles de órgãos públicos, como Detrans e Secretarias da Fazenda de sete estados: São Paulo, Maranhão, Amazonas, Acre, Goiás, Alagoas e Pará.
Segundo a polícia, os golpistas pagavam ao Google para que esses sites falsificados aparecessem em primeiro lugar quando uma pessoa fizesse uma pesquisa para pagar uma taxa ou um tributo estadual.
“Ter o anúncio na primeira página é um fator primordial para que as vítimas caiam nesse golpe, porque o site é visualizado em primeiro lugar e é feito esse acesso, através desse impulsionamento pago desse conteúdo. Como o site simulava perfeitamente o site da Secretaria de Fazenda, geravam dados de tributos e efetuavam o pagamento via PIX; e, nesse caso, não ia para os entes governamentais, mas, sim, para conta dos criminosos“, explica o delegado de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Alan Felipe Araújo.
As polícias do Maranhão e do Ceará, que investigaram o caso, afirmam que Anderson e Felipe tinham uma base itinerante para aplicar os golpes e estavam há um mês no Ceará. Por lá, chegaram a comprar um dos dois carros apreendidos na operação. Outros três carros foram apreendidos na casa de Anderson, em Imperatriz, no Maranhão.
Fonte: G1

