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17 de novembro de 2017Serviços, no entanto, podem ser limitados nas opções gratuitas e nem sempre cobrem todas as necessidades
“Não dependo de nada do tradicional hoje, estou 100% nas fintechs”, revela. Entre os serviços, estão o Banco Neon, para conta corrente, o Trigg Brasil e o Nubank para cartão de crédito, o próprio URBE.ME e a Warren Brasil para investimentos, entre outros. O Trigg, por exemplo, tem um sistema de cash back que devolve parte do dinheiro gasto.
Tarifa zero, mas sem saque
O lançamento mais recente nessa área é da própria Nubank, que anunciou em outubro a expansão dos seus serviços para as transações bancárias. A NuConta tem tarifa zero, mas não oferece a possibilidade de saque e nem o pagamento de boletos, por enquanto.A princípio a conta serve apenas para transferências e investimentos, que a instituição promete que renderão mais do que a poupança. Seguindo a cartilha das startups, a ideia da empresa é “entender as reais necessidades dos clientes” à medida em que os serviços vão sendo utilizados.
Pertencente ao grupo J&F, o mesmo que controla o frigorífico JBS, a marca também vem sofrendo para se desvincular das notícias negativas envolvendo sua controladora, ao mesmo tempo em que enfrenta a concorrência de dezenas de outras fintechs que invadiram o mercado.Há pouco mais de um ano também surgiu a Conta Um, com premissa parecida: oferecer acesso barato e sem burocracia a serviços bancários. Como o cartão oferecido é pré-pago, é possível ter uma conta mesmo com nome negativado ou sem comprovação de renda, por exemplo. Mas o serviço não é gratuito. Caso haja movimentação há uma taxa.O Banco Neon é um dos primos mais novos: não cobra mensalidade, mas o serviço dá direito apenas a um saque, uma transferência e um depósito a cada 30 dias. O que passar disso é cobrado à parte. A quantidade pode ser suficiente para muitas pessoas, mas quem precisa de mais pode acabar pagando preços semelhantes aos dos bancos “comuns”.
Contra-ataque
Ainda antes das fintechs, bancos tradicionais também vinham oferecendo contas gratuitas e com menos burocracia. As chamadas contas digitais surgiram a partir de uma resolução de 2010 do Banco Central, que determinou a gratuidade de serviços oferecidos exclusivamente via canais de autoatendimento, como internet, aplicativos e caixa eletrônico.No entanto, com o rápido avanço da tecnologia pessoal nos últimos anos essa característica passou a ser comum a praticamente todo tipo de transação. Assim, o termo conta digital caiu em desuso, assim como os produtos nessa linha. Mas isso não quer dizer que os bancos não estão de olho nos clientes em potencial das fintechs.Bancos como o Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander permitem que contas pessoas física sejam abertas com menos burocracia, por meio eletrônico, sem a necessidade de se ir até a agência.

