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19 de maio de 2026Um sonho antigo que virou pesadelo. Casais em diferentes regiões do país denunciam um esquema de fraude envolvendo construtoras e financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. Mesmo após anos de pagamento e liberação de grandes valores pelo banco, as obras das casas continuam inacabadas, ou sequer avançaram como revelado na reportagem exibida pelo Fantástico. Veja no vídeo acima.
Em um dos casos, o casal Izael Mendes e Marcela Teles contratou financiamento de cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil para construir a casa própria. Três anos depois do início das obras, o terreno permanece com sinais de abandono. “Era para ser o lugar onde nossa filha ia crescer”, lamenta Israel. A família vive de aluguel enquanto a construção permanece parada.
Segundo o modelo do financiamento, a Caixa libera o dinheiro em parcelas conforme o avanço da obra atestado por laudos técnicos. No caso de Isael e Marcela, esses relatórios eram apresentados construtora Âmbar Prumo, contratada pelo casal. Os documentos apontam vem que mais de 80% da casa já estava concluída, mas a realidade era bem diferente. Uma perícia apontou falsificação nas assinaturas de Marcela e concluiu que menos da metade da obra havia sido concluída.
Após suspeitar da fraude, o casal interrompeu o pagamento das parcelas. Como consequência, recebeu a informação de que o imóvel pode ir a leilão para quitar a dívida.
Esquema se repete em outros estados
O mesmo tipo de irregularidade aparece em outras histórias. Em 2022, Guilherme Both e Bruna Both financiaram R$ 290 mil para construir a casa em Alvorada (RS). Pedro André, dono da construtora Vitro Viana, que também se apresentava como funcionário da Caixa, orientava o casal durante o processo.
Apesar de a construtora ter recebido mais de R$ 200 mil do financiamento, a obra foi abandonada poucos meses depois. Nos relatórios enviados ao banco, itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como praticamente concluídos — mas, na prática, nem sequer haviam sido iniciados.
O caso foi denunciado, e o homem ligado à construtora foi demitido da Caixa por justa causa, mas ainda não há condenação na Justiça.
Famílias acumulam dívidas e prejuízos
Além do impacto emocional, as vítimas relatam prejuízos financeiros significativos. Guilherme, por exemplo, contraiu uma dívida superior a R$ 200 mil com o banco e ainda pagou R$ 62 mil diretamente à construtora. “A gente só queria uma casa para morar”, diz.
Já em Pernambuco, outro casal enfrentou situação semelhante. A construtora Multicons, responsável foi denunciada por cobrar valores acima do executado na obra e se apropriar da diferença. O dono da empresa foi condenado por estelionato; o prejuízo ultrapassou R$ 126 mil.
Fonte: G1

