‘Eu pedi demissão do Nubank’: depoimento expõe dilema sobre saúde mental e metas no setor financeiro

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‘Eu pedi demissão do Nubank’: depoimento expõe dilema sobre saúde mental e metas no setor financeiro

Um relato pessoal publicado no LinkedIn na última semana reacendeu o debate sobre a pressão por metas e as condições de trabalho no setor financeiro. “Eu pedi demissão do Nubank”, começa o texto de Jessica Reis, que rapidamente se espalhou pela rede, acumulando curtidas e comentários de apoio.

A autora trabalhou por quase quatro anos no Nubank. No início, descreve a experiência como “nova, desafiadora e estimulante” e lembra o orgulho de “vestir a armadura roxa”, referência à cor símbolo da instituição. Entretanto, com o tempo, o brilho se transformou em peso: metas consideradas inalcançáveis, plantões em datas festivas, jornadas aos domingos e falta de descanso adequado passaram a ser parte da rotina.

Em seu desabafo, Jessica chega a classificar os benefícios de vale-refeição e convênio médico como excelentes. Por outro lado, a autora ressalta que os mesmos não compram sono tranquilo, corpo sem dor ou mente em paz.

Ao anunciar sua saída, a ex-funcionária afirma que conseguiu recuperar o sono e ter tempo para si foram libertadores. E encerra com uma provocação: “Quanto vale sua saúde física e mental? Se a resposta for ‘menos do que o seu trabalho’, talvez esteja na hora de rever suas cores.”

“O caso relatado pela ex-funcionária do Nubank é mais um retrato de um problema estrutural: a pressão por metas abusivas para gerar mais lucros. Nosso papel é ter acesso a esses trabalhadores, compreender as condições em que estão inseridos, garantindo que tenham acesso ao Sindicato, às informações e aos direitos adquiridos na Convenção Coletiva de Trabalho dos Financiários. A saúde física e mental não pode ser moeda de troca por produtividade. Combatemos qualquer forma de assédio e seguiremos cobrando respeito, dignidade e condições de trabalho justas para toda a categoria.”

 

Fonte: Seeb SP

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