Empresa de tecnologia adotou semana de 4 dias de trabalho, mas desistiu por queda na produtividade

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Empresa de tecnologia adotou semana de 4 dias de trabalho, mas desistiu por queda na produtividade

Em 2021, Ivan Cordeiro, CEO da Marfin, startup de inteligência artificial e serviços de marketing digital, a partir de um livro que leu, decidiu incorporar a semana de 4 dias para os mais de 30 funcionários da empresa em todos os setores. Quase dois anos após o experimento, ele recuou. Na prática, a sexta-feira livre se tornou um problema. Conforme publicação no LinkedIn feita pelo próprio executivo, três problemas aceleraram a desistência do modelo de trabalho.

Três problemas apontados pelo CEO:

  1. Atendimento ao cliente
  2. Falta de clareza
  3. Queda na produtividade

De acordo com o CEO, o atendimento ao cliente foi a primeira falha identificada. Isso porque a mudança não foi corretamente informada aos clientes, e eles não queriam saber se os funcionários estavam trabalhando ou não. Queriam ter o problema resolvido naquele momento.

“Não trabalhar na sexta gerou muito atrito com clientes”, escreveu Cordeiro na publicação. Durante a folga, não havia escala de funcionários para solucionar possíveis emergências.

Em entrevista ao Estadão, o CEO conta que avaliou a partir de reuniões semanais e estudos a possibilidade de rodízio, mas não fazia sentido na época porque significaria aumento de custo pela estrutura da startup, que é enxuta. A redução de carga horária também não funcionava, segundo Cordeiro, por causa do fuso horário, já que muitos funcionários moravam em diferentes países.

A falta de clareza em como usar a sexta livre também virou um problema. O CEO admite que tentou replicar um modelo do Google na startup. Mas não saiu como esperava. No projeto original, engenheiros da multinacional usavam 20% do tempo para projetos pessoais. Não foi exatamente o que aconteceu na Marfin.

Fonte: Terra

 

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