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18 de janeiro de 2023Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, prometeu nesta segunda-feira em Davos (Suíça) “liderar pelo exemplo” o debate global sobre mudanças climáticas. A ministra também reafirmou, no Fórum Econômico Mundial, que conta com a sintonia do presidente em agendas como o “desmatamento zero” e a proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais.
— É preciso que a gente lidere pelo exemplo, então, quando eu fui ministra do Meio Ambiente eu disse para a minha equipe e agora já disse de novo: ‘Vamos liderar pelo exemplo’. Nós podemos fazer muitas coisas legais, falar muitas coisas legais, mas se a gente não reduzir desmatamento, a gente apenas falou — disse.
A Ministra buscou fazer uma intersecção entre a sustentabilidade ambiental, social e econômica, como mantra do novo governo. Marina Silva cita a volta do Brasil ao Mapa da Fome e prometeu uma atuação em parceria com outros ministérios.
— Uma política ambiental transversal vai conversar com todos os setores de Governo. Seja na área de Ciências e Tecnologia, de Transporte, de Agricultura, de Indústria e Comércio, de Educação e Cultura, de combate a discriminação racial, porque se é sustentável tem que ser também sustentável do ponto de vista social — disse no painel “Em Harmonia com a Natureza”, nesta segunda-feira.
Marina Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foram os principais representantes do governo brasileiro no evento que segue até sexta-feira, com a presença de autoridades e investidores internacionais. A participação brasileira ocorre poucos dias após o atentado de domingo em Brasília, que teve repercussão global.
Na abertura do evento, nesta segunda-feira, a ministra do Meio Ambiente buscou traçar as diferenças entre gestão do governo Bolsonaro e novo governo, ao retomar o histórico de “negacionismo” da gestão passada, em temas como o desmatamento no bioma amazônico e a pandemia de Covid-19.
— Há uma grande expectativa em relação ao Brasil, para sempre contribuiu com agendas importantes de sustentabilidade. Nos quatro últimos anos, infelizmente, nós viramos párias — afirmou.
Fonte: O Globo

