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9 de outubro de 2025Em assembleia híbrida, com votação digital encerrada às 21h desta quinta-feira 9, os bancários demitidos pelo Itaú aprovaram, com 89,30% dos votos, a proposta de acordo conquistada a partir de mediação com o banco no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região.
Foi realizada também reunião presencial com os bancários demitidos, às 16h, em São Paulo, na qual diversos trabalhadores se manifestaram para esclarecer dúvidas e exercer seu direito de voz.
Proposta aprovada
Para bancários entre 0 e 23 meses de banco:
Piso de 4 salários + valor fixo de R$ 9 mil + 13ª cestaalimentação.*
Para bancários a partir de 24 meses de banco:
Piso de 6 salários + ½ salário por ano trabalhado, com teto de 10 salários + valor fixo de R$ 9 mil + 13ª cestaalimentação.*
*Em ambos os grupos, bancários que possuem financiamento imobiliário junto ao Itaú terão mantidas as condições diferenciadas
Adesão
A adesão ao acordo não é automática e nem mesmo obrigatória. O bancário interessado deve fazer a sua adesão individual, no prazo de até 6 meses da presente data. A adesão ao acordo pressupõe a quitação total do contrato de trabalho.
Será enviada comunicação aos bancários elegíveis ao acordo com as instruções de como fazer a adesão, se assim desejarem.
Caso o bancário não receba a comunicação, ele deve entrar em contato com o Sindicato por meio da Central de Atendimento (11 3188-5200), que funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Relembre a luta
Em 8 de agosto, o movimento sindical foi surpreendido com a demissão em massa de cerca de mil bancários que atuavam em home office ou modelo híbrido no Itaú. O banco expôs, publicamente, que as demissões foram justificadas pelo monitoramento de cliques e outras ações nos equipamentos dos trabalhadores, e motivadas por alegada baixa produtividade no home office.
Desde a demissão em massa, o movimento sindical amparou os trabalhadores, colocando seus departamentos Jurídico e de Saúde a disposição dos mesmos, com plantões de atendimento; e denunciou que os bancários não tinham conhecimento do monitoramento e seus critérios; não receberam feedback prévio; o monitoramento não levou em consideração espeficidades de cada área; trabalhadores promovidos e premiados foram demitidos; a demissão não foi previamente comunicada ao Sindicato, desrespeitando o processo negocial; e que os demitidos foram expostos pelo banco de forma vexatória.
Foram realizadas diversas negociações posteriores, algumas intermediadas pela Fenaban (federação dos bancos), e, diante da resistência do banco, o movimento sindical solicitou a mediação no TRT, com audiências realizadas nos dias 1, 3 e 6 de outubro. Nesta última, foi conquistada a proposta agora aprovada pelos bancários demitidos.
Durante este processo, foi realizado plenárias com os bancários demitidos e também com trabalhadores da ativa, para debater o futuro do home office; protestos e paralisações em concentrações do Itaú; além de um intenso trabalho junto à imprensa e opinião pública para contrapor a narrativa do banco de que os demitidos “não trabalhavam”.
Fonte: SP bancários

