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5 de maio de 2023A PEC das Domésticas busca garantir à categoria igualdade de direitos, mas ainda não atinge a grande maioria: 74% dos domésticos no país estão na informalidade – trabalhando na mesma casa sem carteira assinada ou como diaristas. Além não terem garantias, recebem em média R$ 907 por mês, 40% a menos que os R$ 1.480 pagos em média aos formais, mostram dados do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas (Dieese), de 2022.
Para conseguir uma renda maior, elas precisam trabalhar muito, às vezes até em duas casas no mesmo dia. Marina Aparecida Alves, de 33 anos, faz isso há dez anos. Ela conta que tinha carteira assinada por uma empresa e recebia um salário mínimo, mas resolveu seguir como autônoma, pois vislumbrou a chance de melhorar a renda. “Trabalho com faxina de segunda a sábado, e minha renda mensal varia entre R$ 4.000 e R$ 4.500”, informa. Moradora de BH, ela cursa direito e pretende voltar à formalidade apenas após se graduar e conseguir vaga na área.
Assim como Marina, milhares de domésticos entraram para a informalidade desde 2013: o índice subiu de 66,96% para 74,42% em 2022, segundo o IBGE.
Razões
O pesquisador em emprego doméstico Mário Avelino lembra que, em um primeiro momento, por desinformação, a PEC trouxe queda na formalidade. Mas em 2016, um ano após a regulamentação da lei, houve aumento dos empregos formais entre os domésticos.

