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Demitidos do Itaú reclamam de falta de feedback e frieza nos desligamentos

Trabalhadores que foram demitidos do banco Itaú afirmam que não receberam nenhuma comunicação dos seus chefes sobre queda na produtividade, motivo alegado para os desligamentos. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região estima que 1.000 funcionários foram desligados, de um total de aproximadamente 85.500. O banco disse que processo é parte de uma “revisão de condutas relacionadas ao trabalho remoto” e não quis confirmar o total de demissões.

O que aconteceu

Demissão “fria” e sem direito a explicação. Uma ex-funcionária da área de tecnologia, que pediu para não ser identificada, contou que foi efetivada há cerca de um ano em um esquema híbrido, sendo dois dias

presenciais e três em home office. No momento da demissão, apenas foi dada a justificativa de “problemas de produtividade e aderência à cultura da empresa”. Ela conta que não teve chance de responder as alegações.

Na hora fiquei sem chão e meu estômago embrulhou, visto que não estava esperando por aquilo. Apenas me deram o termo de rescisão do contrato para assinar e pediram para devolver os equipamentos do banco.
Ex-funcionária do Itaú, que pediu para não ter a identidade divulgada.

Nenhum aviso ou orientação antes da demissão. Não houve qualquer tipo de queixa prévia por parte dos gestores sobre o tempo mínimo de conexão durante as jornadas remotas, que estaria sendo desrespeitado. “Acho que esse foi o ponto que mais me decepcionou em relação a como a empresa lidou com isso. Não houve conversa, clareza ou humanidade na decisão tomada”, lamentou.

Pressão por trabalho presencial cresceu nos últimos meses. “A gerência da qual eu fazia parte começou a cobrar dias fixos para fazer o presencial, diminuindo bastante a flexibilidade que a equipe tinha”, contou a ex-funcionária.

Reunião entre sindicato e banco confirmou os 1.000 desligamentos. Ao UOL, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, disse que nunca havia recebido qualquer tipo de queixa, tanto da instituição quanto dos trabalhadores, sobre queda de produtividade ou outras questões ligadas ao trabalho remoto. “O sindicato não conhece as métricas pelas quais eles estão sendo avaliados ou qual é o sistema de monitoramento pelo qual eles estão sendo acompanhados “, afirma.

Fonte: UOL

 

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