De olho no lucro, bancos cobram juros de até 1.000%

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De olho no lucro, bancos cobram juros de até 1.000%

A taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras no empréstimo pessoal não consignado, popularmente conhecido como CDC (crédito direto ao consumidor), chegou a 79,5% ao ano em julho, segundo dados do BC (Banco Central). Apesar disso, pelo menos cinco bancos e financeiras cobram taxas anuais de 500% a 1.000%. Essas taxas são até 12,6 vezes maiores que a média do mercado. No Brasil, não há lei ou norma que limite a cobrança de juros, e as instituições financeiras são livres para definir as taxas que exigirão dos clientes nos empréstimos. Cabe ao CMN (Conselho Monetário Nacional) definir as regras e políticas públicas para o mercado de crédito, entre elas limitar as taxas de juros, assim como foi feito no caso do cheque especial.

O conselho é formado pelo presidente do BC, pelo ministro da Economia e pelo secretário do Tesouro e Orçamento. Segundo dados do BC, em 5 de agosto, estes são os maiores juros cobrados entre 77 instituições (no crédito pessoal, ao ano): 1. Banco Crefisa: 996,41% 2. Financeira JBcred: 960,61% 3. Financeira Crefisa: 829,92% 4. Banco BMG: 746,74% 5. Banco Daycoval: 556,83% O UOL consultou as taxas cobradas por essas instituições entre 2017 e 2020, para haver se eram maiores ou menores. Os juros já estavam nos mesmos patamares cobrados neste ano.

Fonte: UOL

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