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14 de janeiro de 2026Segundo o presidente da federação, Isaac Sidney, esse reconhecimento “não implica concordância com a Selic atual, mas apenas conferir ao BC a legitimidade decisória e técnica”
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, defendeu a autonomia do Banco Central (BC) em nota, destacando a legitimidade técnica na condução da política monetária pela autarquia. Segundo ele, esse reconhecimento “não implica concordância com a Selic atual, mas apenas conferir ao BC a legitimidade decisória e técnica”.
Sidney afirmou que “reconhecer o mérito do BC no processo de desinflação ainda em curso não significa celebrar uma taxa Selic de 15% ao ano”, mas avaliou ser “razoável dar um voto de confiança à autoridade monetária, que detém a expertise necessária para enxergar todas as variáveis e nuances do comportamento da inflação”.
O presidente da Febraban acrescentou que, embora seja “muito sacrificante para qualquer economia operar com taxa básica de juros nos atuais níveis da Selic”, o custo seria maior sem a autonomia do BC. “O sacrifício seria ainda mais penoso se o Banco Central não tivesse autonomia para, como fez em 2025, quebrar a trajetória da alta disseminada dos preços”, afirmou.
Sidney reiterou ainda que “bancos não precisam e não dependem de juros altos para alcançar rentabilidade”, mas defendeu que o país necessita de “um ambiente macroeconômico com inflação baixa, estável e previsível”.
Isso, segundo ele, “só se faz com um Banco Central técnico e independente, com total autonomia para a condução da política monetária, como tem agido o BC brasileiro”.
Ao tratar da inflação, o presidente da Febraban ainda destacou que, além de trazer o IPCA de volta aos limites da meta, “a atual gestão do BC teve ainda avanços relevantes na reancoragem das expectativas dos agentes de mercado”. Na sua avaliação, o trabalho da autoridade monetária já permite antecipar um movimento de flexibilização dos juros, que, segundo ele, pode ter início em janeiro ou março.
Fonte: Valor Econômico

