Crise política ameaça saque do FGTS

Com incerteza política, agência diz que pode rebaixar nota do Brasil
23 de maio de 2017
Reunião sobre a reorganização do Banco do Brasil
23 de maio de 2017
Com incerteza política, agência diz que pode rebaixar nota do Brasil
23 de maio de 2017
Reunião sobre a reorganização do Banco do Brasil
23 de maio de 2017

MP que autorizou o saque do recurso perde a validade na próxima semana, e corre o risco de não ser votada a tempo pelo Congresso

A medida provisória (MP) que autorizou o saque do dinheiro de contas inativas do FGTS corre o risco de não ser votada a tempo pelo Congresso, em razão da crise política que atinge o governo após o presidente Mich el Temer ser atingido pela delação do grupo JBS.

A medida perde a validade na próxima semana e, caso não seja votada pela Câmara e Senado antes disso, trabalhadores nascidos de setembro a dezembro perderão o direito de sacar os recursos.

A MP perde a validade em 1.º de junho. O Palácio do Planalto e o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), dizem que há acordo para votar a proposta nas duas casas legislativas antes disso.

Em campanha pela renúncia de Temer e por eleições diretas para presidente, porém, a oposição nega acordo e diz que vai obstruir a votação.

“Não tem acordo sobre nada. O País está em crise. Vamos obstruir”, afirmou o líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

FGTS Calendário de saques está previsto para ocorrer até 31 de julho Foto: Estadão Na Câmara, a MP do FGTS está prevista para ser votada a partir de amanhã. O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), afirmou que se a medida provisória perder a validade, o governo editará outro texto com o mesmo teor.

É possível fazer isso porque a MP atual foi enviada em dezembro do ano passado, em outro ano legislativo.

(Igor Gadelha)

Fonte: Estadão

Os comentários estão encerrados.