
BB aprova proposta de reforma da Cassi. Despesa adicional será de R$ 300 mi
17 de setembro de 2018
BMG compra 65% da empresa Pago Cartões
17 de setembro de 2018Entre pessoas com renda de até R$ 1 mil, 35% sacam em dinheiro tudo aquilo que ganham
As retiradas são maiores no Norte e Nordeste do País. Enquanto em São Paulo essa fatia é de 32%, no Maranhão, chega a 55%. “É um público que já está no banco e que tem Facebook, por exemplo, mas não paga uma conta de luz pelo celular”, diz Breno Bachelat, gerente de projetos da Plano CDE.
Segundo ele, a necessidade de ter o dinheiro em mãos está ligado a cinco características: renda incerta, desconfiança do digital, falta de previsibilidade, incerteza sobre o que é dinheiro da família e dinheiro pessoal e o desconhecimento do quanto se gasta.
Nova versão
Organizar as contas com foco na baixa renda fazia parte da concepção do GuiaBolso em 2014, explica o fundador Thiago Alvarez, que também foi ex-diretor da ONG Alfabetização Solidária. Todavia, depois de lançada, a plataforma teve muito mais adesão das classes média e alta. Hoje, a renda média dos mais de 4 milhões de usuários é de R$ 7 mil.
“Quando você se volta para esse público, vê que precisa de adaptação. Os produtos financeiros não foram feitos para eles, apesar de serem boa parte da população”, diz Alvarez.
Essa incompatibilidade, explica, é um dos motivos que levam os brasileiros a sacar quase todo o dinheiro da conta e a usar produtos mais caros, como carnês e cartão de loja ou de crédito. Com o levantamento, Alvarez explicou que a próxima versão do aplicativo, em vez de registrar todos os gastos automaticamente, terá uso híbrido para facilitar a organização de quem usa dinheiro vivo, criando uma espécie de carteira.
A atualização também não terá ênfase em gráficos, como é feito atualmente no aplicativo da empresa. Em andamento desde agosto, o projeto tem testado algumas dessas adaptações em duas regiões de baixa renda de Campinas e Belo Horizonte. A ideia, de acordo com Alvarez, é capacitar líderes locais para que eles disseminem o uso do aplicativo nas comunidades.
Também de olho nessa parcela da população, que usa pouco os meios de pagamento tradicionais oferecidos pelo banco, a fintech Koin possibilita aos usuários parcelar compras pela internet via boleto. A empresa mira principalmente quem não tem cartão de crédito ou tem algum tipo de restrição para comprar e parcelar pela internet, e ainda permite pagar após o recebimento do produto.
Para o presidente da Koin, Gabriel Franco, a forma como o cliente vê o sistema financeiro tradicional está mudando e é uma tendência global buscar meios alternativos e mais baratos.
Fonte –

