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24 de setembro de 2026Reunião desta quinta-feira (24) debateu o encerramento da mediação no TST, a greve, a circulação de informações falsas e os próximos passos diante do dissídio coletivo
Representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal ligados à CONTEC participaram, nesta quinta-feira (24), de reunião para avaliar o atual momento das negociações, após o encerramento sem acordo da audiência de mediação pré-processual realizada no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Durante o encontro, William Louzada, coordenador da representação dos empregados da Caixa pela CONTEC, fez um relato sobre a audiência no Tribunal. Segundo informou, após as discussões realizadas durante a mediação, a Caixa manifestou o entendimento de que não havia mais espaço para avançar na proposta apresentada, e a audiência foi encerrada sem acordo.
A Comissão também debateu o cenário criado com o ajuizamento do dissídio coletivo e as incertezas próprias de uma decisão que passa a ser submetida ao Judiciário. Conforme informado durante a reunião, o julgamento do dissídio está marcado para 29 de setembro, às 14h30.
Informações falsas preocupam representantes
Um dos assuntos que ganhou destaque foi a quantidade de informações falsas ou distorcidas que vêm circulando em grupos e redes sociais durante o processo de negociação.
Louzada relatou, inclusive, um episódio ocorrido enquanto a audiência no TST ainda estava em andamento. Segundo ele, começou a circular uma suposta “ata” da reunião, com informações sobre pauta e encaminhamentos, apesar de a audiência ainda não ter terminado. O episódio, conforme relatado, chamou a atenção até mesmo da magistrada que conduzia os trabalhos.
Os participantes reforçaram, por isso, a importância de que informações relacionadas às negociações, à greve e ao dissídio sejam verificadas antes de serem compartilhadas.
Na avaliação apresentada durante a reunião, a circulação de informações incorretas ou distorcidas também teria prejudicado a compreensão de pontos da proposta submetida às assembleias, inclusive em relação ao Saúde Caixa.
Greve e faltas foram debatidas
A situação da greve também esteve entre os principais pontos da reunião. William Louzada defendeu a manutenção do movimento neste momento.
Outro tema abordado durante a reunião foi o tratamento das faltas decorrentes da paralisação. Entre os pontos considerados importantes para a discussão no âmbito do dissídio coletivo está a busca pelo abono de 100% das faltas relacionadas à greve.
Também houve questionamento sobre a possibilidade de realização de novas assembleias. No debate, foi manifestado o entendimento de que, sem a existência de um fato novo, não haveria motivo para convocar uma nova assembleia.
Negociação continua sendo uma possibilidade
Apesar do ajuizamento do dissídio e da avaliação apresentada na reunião de que o espaço para uma nova proposta espontânea da Caixa está reduzido, a Comissão reafirmou que permanece disponível para retomar as negociações a qualquer momento.
Os representantes destacaram que existe disposição para buscar uma solução negociada antes do julgamento, caso a Caixa também manifeste interesse em retomar as conversas.
A reunião permitiu ainda uma troca de informações sobre a situação das diferentes bases e os distintos cenários do movimento pelo país.
A FEEBSC seguirá acompanhando os desdobramentos do dissídio coletivo e mantendo os sindicatos filiados e os empregados da Caixa informados sobre eventuais novidades no processo de negociação.
Fonte: Diretoria de comunicação – FEEBSC
Informações repassadas pelos representantes da Comissão de Negociação da Caixa pela FEEBSC, Marcos Vignola e Jairo da Conceição.

