O Conselho de Administração do BB já se manifestou publicamente, na semana passada, em defesa da permanência de Brandão. Na ata da reunião extraordinária, quatro conselheiros, incluindo o chairman, Hélio Magalhães, fizeram constar um apelo pela “continuidade da gestão de excelência” do atual presidente do BB, verificada durante apenas cinco meses desde sua posse.
Para um ex-funcionário de carreira do banco, o que salta aos olhos é o fato de ser essa a terceira indicação para o comando da instituição durante o governo Bolsonaro. “Mais estranho ainda do que a influência de BC e Caixa é querer mudar o presidente de uma companhia de capital aberto cerca de seis meses depois da posse.”
A campanha para manter Brandão no cargo segue em curso, amparada sobretudo na sensação, crescente no governo, de que o trabalho de Rubem Novaes, seu antecessor, começa a dar resultado e, portanto, não seria o momento de uma nova mexida. No entanto, essa batalha enfrenta dois fronts simultâneos: demover Bolsonaro da ideia de demiti-lo e convencer Brandão a querer ficar. Corre por fora uma solução alternativa de continuidade, com a possibilidade de um dos vice-presidentes assumir a instituição, entre eles Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo, e Carlos Motta, vice-presidente de varejo.
Procurado, o Banco do Brasil se limitou a ressaltar que a escolha do presidente da instituição cabe ao controlador, a União. O Banco Central informou que não iria comentar. Também procurada, a Caixa não respondeu até o fechamento desta reportagem.



