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11 de julho de 2023O comando da Caixa Econômica Federal já está garantido para o PP – partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL) – como parte das negociações para atrair os partidos do Centrão para a base do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros postos ainda estão em negociação, como os ministérios que devem contemplar os deputados Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA). As legendas pleitearam as pastas de Esportes e Desenvolvimento Social, mas Lula ainda discute internamente suas opções.
Dentro do Palácio do Planalto, a avaliação é que o bom desempenho do governo no Congresso no primeiro semestre se baseou nesse apoio do Centrão e de Arthur Lira, e que o Executivo precisará contar com essas forças nos próximos meses.
Foi Lira quem conduziu, ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, votações importantes como do novo marco fiscal, da reforma tributária e do projeto do Carf.
“Sem o Lira, dificilmente o governo teria tido o sucesso que teve”, alerta um auxiliar direto do presidente da República.
Entre as estatais, a Caixa é a única cujo destino já está assegurado. O indicado deve ser Gilberto Occhi, do PP, que já comandou o banco durante o governo Dilma Rousseff e foi ministro das Cidades na administração da presidente petista.
Já a Embratur, hoje comandada por Marcelo Freixo, deve ir para a cota do União Brasil (que já comanda o Ministério do Turismo, ao qual a Embratur é vinculada).
Nesta semana, Lula começou as conversas com a cúpula do PT – já que as vagas a serem negociadas com o Centrão terão que sair, de um jeito ou de outro, da cota do partido. É o caso da Caixa, hoje comandada pela funcionária de carreira Maria Rita Serrano, indicada pelo partido.
O presidente, por enquanto, não está convencido a entregar o Ministério do Desenvolvimento Social para o partido de Lira. A avaliação é de que a pasta, que cuida dos programas sociais do governo, é estratégica.

