
Bradesco é o primeiro no país a oferecer serviço por assinatura da SAP para clientes empresariais
17 de fevereiro de 2025
Banco Bmg reporta lucro líquido recorrente de R$ 125 milhões
17 de fevereiro de 2025Para o banco, PIB deve crescer apenas 1,3% e a inflação deve continuar acima da meta, enquanto o BC deve manter juros elevados em meio à desaceleração econômica
O Brasil pode estar a caminho de um período de estagflação este ano, segundo avaliação do UBS BB. O banco projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1,3% em 2025, bem abaixo da estimativa de consenso de 2%, enquanto a inflação deve seguir acima do teto da meta.
Os especialistas consideram que estagflação é uma condição econômica caracterizada por crescimento estagnado e inflação persistente. “Esse fenômeno é particularmente desafiador porque as ferramentas tradicionais de política monetária e fiscal geralmente falham em lidar simultaneamente com a pressão inflacionária e a estagnação econômica”, escrevem Alexandre de Azara e equipe em relatório enviado ao mercado.
Eles observam que a economia brasileira tem superado expectativas nos últimos anos, mas os principais indicadores apontam para uma desaceleração. Dados recentes de vendas no varejo, produção industrial, setor de serviços e emprego ficaram abaixo do esperado, e os índices de confiança recuaram para níveis inferiores a 100 pontos, indicando pessimismo generalizado.
Um dos fatores que sustentaram o crescimento em 2024 foi o impulso fiscal gerado pelos precatórios, que injetaram mais de R$ 100 bilhões na economia, beneficiando o consumo. Para este ano, esse fluxo deve cair para aproximadamente R$ 50 bilhões, reduzindo o efeito positivo sobre a demanda, conforme estimativa do UBS BB.
“Ao mesmo tempo, prevemos que os gastos fiscais centrais permaneçam elevados, corroborando a crise de confiança gerada pela política fiscal frouxa. Em outras palavras, o crescimento do consumo pode ser afetado pela redução das transferências de precatórios, enquanto os gastos fiscais centrais provavelmente permanecerão inalterados”, diz o banco.
Fonte: Infomoney

