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31 de outubro de 2017Autoridade monetária diz adiar sinalização sobre decisões futuras. O Banco Central optou por não dar pistas sobre suas decisões futuras em relação aos juros no ano que vem, mantendo o cenário aberto para agir conforme o panorama do momento, mostrou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.
Na semana passada, o BC desacelerou o ritmo de queda da Selic, com corte de 0,75 ponto percentual, a 7,5% ao ano, e indicou que deverá colocar novamente o pé no freio em dezembro, na última reunião do Copom no ano, mensagem que foi repetida na ata.
“Os membros do Copom também avaliaram a extensão do ciclo e a conveniência de uma sinalização sobre os passos seguintes à próxima reunião”, trouxe o documento. “Houve consenso em manter liberdade de ação e adiar qualquer sinalização sobre as decisões futuras de política monetária de forma a incorporar novas informações sobre a evolução do cenário básico e do balanço de riscos.”
RISCOS PARA INFLAÇÃO
A ata da reunião do Copom aponta que as projeções de inflação se mantêm em torno de 3,3% para 2017 e caíram para cerca de 4,3% para 2018. O documento aponta, no entanto, que há riscos nesse cenário, tanto de uma taxa maior quanto de uma menor.
Por um lado, vê chance de uma inflação ainda menor caso haja efeitos de um choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais. Por outro lado, no entanto, acredita que “uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”. Tal risco, ressalta, se intensifica no caso de reversão do cenário externo atualmente favorável para economias emergentes.

