BB limita dividendo a 25% do lucro; Petrobras cria plano de aposentadoria incentivada e mais destaques

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BB limita dividendo a 25% do lucro; Petrobras cria plano de aposentadoria incentivada e mais destaques

O Banco do Brasil comunicou ontem que vai cumprir a resolução 4.797 do Conselho Monetário Nacional (CMN) e pagará dividendos de 25% do lucro líquido ajustado aos acionistas em 2020.

O Magazine Luiza decidiu realizar uma emissão de debêntures simples no valor de R$ 800 milhões. A empresa emitiu 800 mil debêntures, cada a um valor de R$ 1 mil. A diretoria da empresa do varejo contratará uma ou mais instituições financeiras para distribuir os papéis no mercado. Já o Banco do Nordeste informou ontem um aumento de capital, no valor de R$ 1,75 bilhão, através da incorporação de lucros. O banco estatal realizou ontem assembleia em Fortaleza (CE).

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras divulgou relatório de produção do primeiro trimestre em 27 de abril e o relatório de desempenho financeiro em 14 de maio, após o fechamento dos mercados, segundo comunicado. Em 15 de maio, serão realizadas duas webcasts para comentar os resultados, às 10h em português e às 11h30 em inglês.

Já a Superintendência do Cade aprovou acordo entre Petrobras e Eagle: a estatal anunciou a venda de quatro campos na Bacia Tucano para a Eagle por US$ 3,01 milhões.

A companhia ainda informou que seu Conselho de Administração aprovou a criação de um Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), novo programa de desligamento voltado aos empregados aposentáveis com vigência até 31 de dezembro de 2023.

O Conselho também aprovou ajustes para estímulos nas adesões dos três Programas de Desligamentos Voluntários (PDVs) da companhia: (i) PDV 2019 destinado aos aposentados pelo INSS
até junho de 2020; (ii) PDV específico para empregados lotados em ativos/unidades em processo de desinvestimento; (iii) PDV exclusivo para os empregados que trabalham no segmento corporativo da
empresa.

“Os programas são importantes ferramentas de gestão de efetivo na companhia, sendo mais uma medida com foco na redução de custos, a fim de reforçar a resiliência dos negócios da companhia.
Os quatro programas preveem as mesmas vantagens legais e indenizações”, avalia.

O PAI e o PDV 2019 tem uma estimativa de retorno adicional (custo evitado de pessoal menos o desembolso com as indenizações) de R$ 7,6 bilhões até 2025 com os novos desligamentos, estimados
em cerca de 3.800 empregados. Os ajustes de incentivo no PDV 2019 vão gerar uma provisão adicional de R$ 1,29 bilhão nas demonstrações financeiras do 2T20 referente ao público já desligado e inscrito e o provisionamento das novas adesões ocorrerá conforme as inscrições forem efetivadas.

Os PDVs específicos para os desinvestimentos e o segmento corporativo são programas feitos em ciclos e com menor número de vagas, totalizando valores menores e o provisionamento também será
realizado conforme as inscrições.

“Cabe destacar que o impacto esperado no caixa da companhia não será imediato para 2020, mas sim diluído ao longo dos próximos três anos. Isso porque, no PAI, os desligamentos só ocorrerão quando
da concessão da aposentadoria dos empregados constantes do público alvo e, no PDV 2019, a existência de categorias no programa que preveem a saída em até 24 meses produzem o efeito de diluir
os desligamentos no tempo. Além disso, a companhia optou por diferir o pagamento das indenizações em duas parcelas, sendo uma no momento do desligamento e a outra em julho de 2021 ou um ano após o desligamento, o que for maior”, avalia.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza decidiu ontem realizar uma emissão de debêntures simples e não conversíveis no valor de R$ 800 milhões. Foram emitidas 800 mil debêntures, cada uma no valor de R$ 1 mil. As debentures vencerão em 340 dias, ou seja, em 13 de março de 2021. Os papéis pagarão 100% da taxa diária DI e mais uma sobretaxa de 1,5% de juros ao ano. As debêntures serão inicialmente negociadas na B3, que fará a custódia eletrônica dos papéis.

A diretoria do Magazine Luiza informou que contratará uma ou mais instituições financeiras para fazer a distribuição dos papéis no mercado. Veja as outras iniciativas adotadas pela varejista clicando aqui. 

Banco do Nordeste (BNBR3)

O Banco do Nordeste, que atua nos nove Estados da região Nordeste, decidiu ontem em assembleia aumentar o capital social, através da incorporação da reserva de lucros. Segundo o banco estatal, o capital social foi aumentado em R$ 1,75 bilhão, passando de R$ 3,80 bilhões para R$ 5,56 bilhões.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil comunicou ontem que vai cumprir a resolução 4.797 do Conselho Monetário Nacional (CMN) e pagará dividendos de 25% aos acionistas em 2020, como foi estabelecido na segunda-feira desta semana.

O Banco do Brasil destaca que “o cumprimento da resolução CMN nº 4.797/20 não implica a redução ou suspensão dos juros dos instrumentos de dívida subordinados de emissão do BB e elegíveis a capital nível 1.”

Klabin (KLBN11

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da Klabin, de neutra para desempenho acima da média (outperform). O BBI destacou a “sólida flexibilidade operacional” da Klabin no mercado de papel e celulose, levando em conta o cenário atual, que é de queda na demanda ao redor do mundo por causa da pandemia, mas com projeções de recuperação dos preços no quarto trimestre de 2020. Neste contexto, avalia o BBI, o papel da Klabin “oferece uma boa proteção no lado da baixa e sólido upside”.

Segundo o BBI, a Klabin consegue mudar rapidamente a sua produção para atender diferentes setores dos mercados doméstico e internacional. “A Klabin tem a habilidade de mudar rapidamente a produção de papel, de caixas para sacolas de papelão, papel corrugado, embalagens, conforme a demanda do mercado doméstico e também do externo por esses produtos”, avalia o BBI. O banco escolheu a ação como sua “top pick” de papel e celulose na América Latina, mas manteve o preço-alvo da ação em R$ 21,00 para 2020.

Elétricas

A Aneel autorizou repasse de R$ 2 bilhões para distribuidoras e agentes do mercado livre por
meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, para aliviar o setor em meio a crise do Covid-19. A agência reguladora também suspendeu por 90 dias os reajustes de tarifas aprovados em três estados, referentes às empresas CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso do Sul e e Energisa Mato Grosso.

Houve também medidas de apoio às distribuidoras de energia adotadas ontem. A primeira delas foi uma proposta de destinação de R$900 milhões pelo governo para o programa Tarifa Social, que atende famílias de baixa renda por até 3 meses. A segunda delas foi a aprovação pela Aneel do uso de um fundo de reserva de R$2,02 bilhões que beneficiará distribuidoras e agentes do mercado livre.

“Acreditamos em uma reação negativa do setor de distribuição de energia na bolsa hoje em função das decisões de diferimento dos reajustes tarifários de ontem. Apesar de haver uma compensação para que o impacto das decisões seja Neutro do ponto de vista econômico, a medida pode acarretar uma aversão a risco pelo impacto sobre uma regulação normalmente considerada sólida, principalmente tendo em vista que tais processos são apenas reajustes, que incorporam índices de inflação e variações de custos de energia”, avalia a XP Investimentos.

Comgas (CGAS5)

A Companhia de Gás de São Paulo – Comgas, decidiu suspender as suas projeções financeiras (guidance) para 2020, que foram divulgadas em 11 de fevereiro. Segundo a empresa, a epidemia do coronavírus tornou o cenário imprevisível.

Cosan (CSAN3)

A Cosan suspendeu as projeções financeiras para 2020 (guidance) com a evolução e os impactos do coronavírus em seus negócios e das empresas do grupo.

A empresa disse que o atual contexto é de incertezas, e os cenários mudam rapidamente a cada dia.

“A companhia poderá retomar a publicação de projeções tão logo tenha maior clareza acerca dos possíveis impactos em seus resultados.”

A Cosan ainda informou ter implementado, desde o início, um plano de contingência visando garantir a preservação da saúde e integridade de seus colaboradores, bem como a segurança e a continuidade das operações essenciais de cada uma das suas empresas. Este plano vem sendo avaliado a cada dia e atualizado em função da evolução desta pandemia.

“A Cosan segue atenta aos desdobramentos e impactos desta pandemia na economia global e local, buscando identificar riscos e oportunidades e adequando expectativas em função dos cenários que se apresentam”, concluiu.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties anunciou a emissão de R$ 250 milhões em debêntures a 137% do CDI.

Enauta (ENAT3)

A petrolífera Enauta divulgou uma série de medidas operacionais e financeiras para reduzir o impacto da crise provocada pela pandemia da Covid-19 e da queda dos preços do petróleo sobre seus negócios. Com R$ 1,5 bilhão de caixa líquido, a empresa comunicou que manterá os investimentos para 2020 e 2021, incluindo a perfuração do primeiro poço na Bacia de Sergipe-Alagoas, no Nordeste do país.

A Enauta comunicou, contudo, que não concorda com um comunicado que recebeu da Petrobras, no qual a estatal afirma que a atual epidemia do coronavírus representa um “evento de força maior” que poderá levar a Petrobras a reduzir suas compras do gás natural que a Enauta extrai do campo de Manati.

A Enauta afirma que “tomará as medidas necessárias para salvaguardar os seus direitos no âmbito do contrato de venda do gás natural do campo de Manati”. A Enauta afirma que tomou várias medidas de quarentena para trabalhadores testados positivos com o Covid-19 e assintomáticos, para evitar contágio nas plataformas, e também elaborou planos para eventuais evacuações de trabalhadores que apresentem sintomas da doença em alto-mar ou outros locais de extração de petróleo e gás natural. A Enauta informou que pagará dividendos de R$ 300 milhões aos acionistas. Segundo a empresa, o pagamento não afetará o seu caixa líquido.

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