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11 de abril de 2022A retirada antecipada da bandeira tarifária escassez hídrica das contas de luz do brasileiro, a partir de 16 de abril, trará algum alívio para a inflação, mas não terá força suficiente para puxar uma queda nos preços, pressionados pelos subgrupos combustíveis e alimentação. Essa deflação no custo da energia já era esperada, uma vez que a cobrança adicional na eletricidade foi criada com data de início e fim. Esse impacto, entretanto, passa a ficar dividido entre abril e maio, com mudanças nas projeções anteriormente traçadas. Como resultado, a decisão segura a inflação de abril, mas faz com que ela avance no mês seguinte na comparação com projeções prévias.
“Simplesmente antecipamos uma deflação de energia elétrica de maio para abril. Então, a projeção do IPCA para o mês caiu um pouco. Em contrapartida a projeção de maio subiu porque, agora, parte do impacto foi adiantado”, explica a economista da XP, Tatiana Nogueira.
Pelas contas da XP, a passagem da bandeira extraordinária à bandeira verde (patamar em que não há cobranças adicionais sobre o consumo de energia) terá impacto total de -80 bps no IPCA, metade em cada mês. Assim, para abril, o IPCA deve ficar em 0,67%, já o de maio será de 0,17%. Para a EQI, a inflação esperada para abril é de 0,62% em abril e de 0,02% em maio.
Segundo o economista-chefe da EQI, Stephan Kautz, o impacto na inflação é relevante pois a energia elétrica é componente importante do IPCA e do grupo habitação, com peso no poder de compra da população. “E o fato de que a gente está fazendo uma mudança de um extremo a outro, indo direto para a bandeira mais baixa, traz efeitos significativos”, completa, “estamos falando de praticamente 90 pontos base do agregado da inflação”.
Fonte: Gazeta do povo

