Bancos são sólidos, rentáveis e exploradores

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Bancos são sólidos, rentáveis e exploradores

Diferentemente de diversos setores da economia nacional, o sistema financeiro não sofreu abalo pela pandemia de Covid-19. Pelo contrário. Aumentou a carteira de clientes e a lucratividade. O número de bancarizados no Brasil chegou a 182,2 milhões em dezembro de 2021, alta de 10,3% em relação a fevereiro de 2020, antes da crise sanitária.

Os dados do Banco Central revelam que, no período, 16,6 milhões de pessoas abriram uma conta em uma instituição financeira. Apesar do crescimento no número de clientes, os cincos maiores bancos em atividade no país fecharam 2.189 agências e eliminaram 15,4 mil postos de trabalho durante a pandemia.

Os cortes não se justificam, uma vez que as empresas são sólidas e lucrativas. As principais empresas têm rentabilidade em relação ao patrimônio líquido de dar inveja: Santander Brasil (18,9%), Itaú (17,3%), Banco do Brasil (15,7%) e Bradesco (15,2%). Em 2021, o lucro destas instituições somou R$ 81,6 bilhões, crescimento nominal de 32,5% na comparação com 2020.

Diante de números tão escandalosos, os bancários, que estão em campanha salarial, sabem que as empresas podem atender a pauta de reivindicações. A categoria pede reposição salarial e nas demais verbas: inflação do período entre 31 de agosto de 2021 e 1º de setembro de 2022 (INPC) mais 5% de ganho real, aumento maior para os vales refeição e alimentação, emprego, manutenção da regra da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), atualizada pelo índice de reajuste, fim das metas e combate ao assédio moral.

 

Fonte : Seeb/SP

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