
Previc estuda punição mais dura para gestores de fundo de pensão
13 de outubro de 2017
Com senhas de funcionários, grupo tenta aplicar golpe em consignados
13 de outubro de 2017Defesa do Consumidor aprova oferta de cédulas de todos os valores em caixas eletrônicos e agências bancárias. A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou o Projeto de Lei 4586/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que obriga os bancos a disponibilizar ao público, em seus estabelecimentos e nos terminais de autoatendimento, todas as denominações de cédulas de moeda nacional em circulação no País.
O relator, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), apresentou parecerfavorável à matéria. Ele concordou com a dificuldade apontada por Gouveia em se encontrar cédulas de R$ 2, R$ 5 e R$ 10 nos terminais de autoatendimento, “fato que prejudica especialmente as pessoas mais humildes”.
A proposta altera Lei 9.069/95, que trata do Plano Real, para incluir a determinação.
Projetos rejeitados
Na mesma votação, a comissão rejeitou dois projetos de lei que tramitam em conjunto com o de Rômulo Gouveia e propõem a extinção do dinheiro em espécie no Brasil e sua substituição por transações financeiras digitais. São eles o PL 48/15, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e o PL 6721/16, do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP).
Ao apresentar os projetos, Lopes e Nascimento argumentaram que a tecnologia proporciona condições para que pagamentos sejam feitos sem a necessidade do dinheiro em espécie, por meio de cartões e outros meios eletrônicos. Disseram ainda que a medida poderia levar a uma maior “bancarização” da população brasileira e ainda reduzir a violência, a corrupção, a lavagem de dinheiro e o tráfico de drogas, uma vez que as transações financeiras poderiam ser rastreadas.
Acesso
José Carlos Araújo, no entanto, recomendou a rejeição das matérias por considerar que uma parcela significativa da população ainda não tem acesso a tais meios e depende do dinheiro em cédulas e moedas para as transações cotidianas.
“Boa parte da população economicamente ativa realiza transações somente em dinheiro, especialmente os mais jovens e os menos favorecidos. Além disso, determinadas regiões rurais ou economicamente menos desenvolvidas não compartilham das mesmas condições socioeconômicas. O País não dispõe atualmente da estrutura necessária para a implementação da proposta de extinção da circulação do dinheiro em espécie”, afirmou o relator.
Tramitação
Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Fonte – https://www2.camara.leg.br/

