Bancos discutem uso de compulsórios para recompor FGC

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Bancos discutem uso de compulsórios para recompor FGC

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

Bancos de grande, médio e pequeno porte discutem com o Banco Central (BC) a possibilidade de direcionar parte dos depósitos compulsórios para recompor o caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A informação, antecipada pelo Valor Econômico, foi confirmada ontem pelo GLOBO com participantes do mercado. O BC ainda não tomou uma decisão.

A medida seria uma forma de diminuir o peso sobre outros participantes do sistema financeiro, que teriam de arcar, de acordo com a base de clientes, o total de R$ 46,9 bilhões desfalcados do Fundo após as liquidações do Banco Master e do Will Bank. O FGC tinha, antes das liquidações, R$ 155 bilhões em caixa.

Depósitos compulsórios são obrigações que as instituições financeiras têm com o BC. Parte do dinheiro dos correntistas aplicado nos bancos precisa ser depositada junto à autoridade monetária, a fim de amortecer impactos na economia. Desde 2021, os depósitos a prazo (caso de alguns títulos, como CDBs) precisam ter 20% retidos.

Pela série histórica do BC, em dezembro de 2025 os depósitos compulsórios em espécie somavam R$ 674,2 bilhões.

Essa estratégia já foi usada em momentos de redução da liquidez, como na crise financeira global de 2008. Isso porque, se os bancos tiverem de usar seu caixa para recompor o FGC, a tendência é que o custo do crédito aumente, pois eles precisarão de mais recursos para suas operações.

O compulsório é uma medida de segurança para o ecossistema financeiro, a fim de garantir os depósitos, explica Luis Miguel Santacreu, analista da agência de classificação de risco Austin Rating.

— Com o compulsório, o banco aplica o valor em títulos do Tesouro. E é uma forma de o BC atuar, percebendo que tem muito dinheiro na economia que pode ser canalizado para crédito, vindo a gerar um aumento da demanda e inflação — diz Santacreu.

Fonte: O Globo

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