Banco Neon promove demissão em massa e corta cerca de 200 funcionários

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Banco Neon promove demissão em massa e corta cerca de 200 funcionários

O banco digital Neon demitiu de 180 a 200 funcionários de diferentes áreas nesta terça-feira (10), segundo relatos de profissionais da companhia. As áreas mais afetadas foram tecnologia, produtos e design, relatam fontes.
No LinkedIn, alguns ex-funcionários postaram a respeito das demissões. Muitos dos posts traziam um documento compartilhado por usuários na rede com contatos de profissionais afetados por movimentos de demissões em massa (também chamados de “layoffs”).

Procurado pelo Valor Investe, o Neon informou em nota que “fez ajustes necessários no seu quadro de colaboradores”.

“Neste momento, iremos oferecer a extensão do plano de saúde, apoio psicológico e assessoria para recolocação profissional até o final do ano, além dos itens do kit home office. A decisão foi tomada por uma questão estratégica, pensando em entregar nossas prioridades de negócios ajustadas e alinhadas ao ciclo de crescimento com eficiência operacional. O movimento foi difícil, mas fundamental para Neon preservar a sustentabilidade do negócio”, diz a empresa em documento.

Temporada de demissões

Desde o ano passado, muitas fintechs e empresas de tecnologia passaram por layoffs. Uma das razões para isso é que muitas dessas empresas tiveram suas demandas (e até mesmo receitas) infladas pela forte procura por produtos digitais durante a pandemia. Isso levou muitas delas a contratar muitos funcionários e criar novas áreas.

Agora, no entanto, parte dessa demanda não existe mais. Assim, as empresas precisaram se ajustar novamente.

Simultaneamente, outra consequência da pandemia foi a inflação alta no mundo todo, que levou a vários bancos centraisaumentarem os juros. E os juros maiores tendem a punir mais as companhias do setor tecnológico.

Isso acontece porque essas companhias entram no grupo das chamadas “empresas de crescimento”, que precisam reinvestir seu capital para fazer os negócios progredirem. Como a maior parte do valor de mercado atribuído pelos investidores a essas companhias depende de fluxos de caixa que estão anos a frente, quando os juros são maiores, esses fluxos têm valor presente menor.

Fonte: Valor investe

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