
Santander paga PLR no dia 26/02
12 de fevereiro de 2021
CEO do Banco do Brasil diz que houve falha de comunicação com Bolsonaro sobre fechamento de agências
12 de fevereiro de 2021O lucro acumulado do BB encolheu 22,2% em 2020, para R$ 13,884 bilhões (Por André Ítalo Rocha e Aline Bronzati) –
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 11, lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 20,1% na comparação com o mesmo período de 2019. Em relação ao trimestre anterior, contudo, houve expansão de 6,1%. A melhora no fim do ano, porém, não foi suficiente para evitar que a instituição terminasse 2020 com queda de 22,2% no lucro acumulado, que somou R$ 13,9 bilhões.
Segundo o relatório que acompanha o balanço, a piora na comparação anual é explicada principalmente pelo aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa, que cresceram 47,6% no quarto trimestre ante igual período de 2019, para R$ 22,1 bilhões.
Já o crescimento verificado em comparação ao terceiro trimestre está relacionado à redução de 6,3% das provisões, à expansão de 1,5% nas receitas com prestação de serviços e ao avanço de 1,1% na margem financeira bruta (ganhos do banco com empréstimos e tesouraria).
A carteira de crédito consolidada chegou ao fim de 2020 com saldo de R$ 742 bilhões, alta de 1,5% em relação a setembro e de 9% na comparação com dezembro de 2019.
A pandemia dificultou ainda mais a batalha do BB para fechar a distância de retorno existente perante seus pares privados. Com o reforço no colchão para perdas, a rentabilidade foi prejudicada: ficou em 12%, ante 17,3% em 2019.
Nova gestão
O último trimestre do ano passado marca o primeiro “completo” sob a gestão de André Brandão, que assumiu a presidência do BB no fim de setembro, no lugar da economista Rubem Novaes. Ele desembarcou no banco, vindo do HSBC, com o desafio de destravar uma agenda de desinvestimentos, atropelada em meio à pandemia, e preparar a instituição para a arena digital que se transformou o sistema financeiro.
Com o DNA de banco de investimento, o executivo fez a primeira “entrega” ainda no fim do ano passado. Na época, emplacou a extinção da primeira estatal do BB, a Bescval, incorporada à instituição em 2008, junto com a aquisição do Banco de Santa Catarina (Besc). Essa semana, o banco anunciou o desinvestimento da fatia que detinha na Kepler Weber, empresa de soluções para armazenagem agrícola.
O mercado aguarda um aumento da velocidade na venda de ativos ao longo de 2021. Neste semestre, o plano é listar a bandeira de cartões Elo e o BV, antigo banco Votorantim, na Bolsa, e ainda selar uma parceria internacional com a sua gestora, a BB DTVM. Outra promessa é deslanchar a sociedade com o UBS na área de banco de investimento.
No mês passado, o BB anunciou um plano de reestruturação que envolve fechar 112 agências e cortar 5 mil funcionários por meio de programas de demissão voluntária. As ações desagradaram o presidente Jair Bolsonaro, que pediu a cabeça de Brandão. O executivo conseguiu permanecer no cargo e seguir com o plano de eficiência, bem recebido pelo mercado.
Fonte: Contec

