Banco do Brasil reforça insensibilidade ao aumentar metas no momento mais grave da pandemia

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Banco do Brasil reforça insensibilidade ao aumentar metas no momento mais grave da pandemia

Bancários relatam desmotivação por causa da reesturutração que causou descomissionamentos e eliminou milhares de postos de trabalho, além de despreparo de gestores e falta de incentivos para o aperfeiçoamento das funções no banco; Justiça condenou o BB pela prática de assédio moral

Sem levar em conta a fragilidade da economia, impactada pela pandemia do coronavírus, a gestão do Banco do Brasil aumentou as metas para venda de produtos no mês de março. Os funcionários relatam dificuldades para cumprir com os resultados exigidos em face do cenário atual.

Aos impactos da pandemia acrescenta-se os efeitos da mais recente reestruturação promovida pela gestão do banco  que eliminou mais de 5 mil de postos de trabalho e causou o descomissionamento de centenas de funções.

Soma-se a isto o despreparo dos gestores para liderar as equipes – o que resulta em adoecimentos causados pelo assédio moral – e a falta de incentivos, por meio da oferta de cursos, para os funcionários aperfeiçoarem suas funções no banco.

Bancários cobrados pelo período de afastamento

Bancários que se afastam do trabalho por suspeita de covid-19 relatam ainda que, ao retornarem ao banco, são cobrados a cumprir as metas também do tempo em que estiveram afastados.

Sindicato cobra da Fenaban suspensão das metas

Por meio de reuniões, o movimento sindical tem cobrado sistematicamente da Fenaban a suspensão das metas, dentre outros temas. Contudo, a federação dos bancos, que também representa o Banco do Brasil, tem se negado a aceitar as reivindicação.

Banco do Brasil condenado por assédio moral

Cabe ressaltar, ainda, que, em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) , a Justiça do Trabalho reconheceu que o Banco do Brasil e a Cobra Tecnologia, uma subsidiária do banco, cometem assédio moral. A denúncia do MPT envolve casos de ridicularização, inferiorizarão, desestabilização moral dos trabalhadores, vigilância, perseguição e atribuição de pontuação negativa nas avaliações pessoais.

O Tribunal Regional do Trabalho da segunda região determinou ao Banco do Brasil e à Cobra o prazo até 28 de fevereiro para a implantação de uma série de medidas a fim de coibir a violência organizacional.

Dentre as medidas, que já deveriam ter sido adotadas, estão deixar de cobrar metas abusivas de trabalho e de praticar qualquer tipo de violência, pressão psicológica ou ameaça contra os empregados, de forma individual ou coletiva, pessoalmente, ou por meios eletrônicos; abster-se de praticar qualquer tipo de retaliação, discriminação ou punição por não atingimento de metas; e deixar de tolerar qualquer ato discriminatório no ambiente de trabalho.

Fonte: SP bancários

 

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