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Banco do Brasil apresenta proposta aumentando custeio da Cassi para associados

Entidades dos funcionários do Banco do Brasil e aposentados iniciam nova negociação sobre a CASSI com o banco, que apresenta proposta quebrando o princípio da solidariedade e elevando os custos para os trabalhadores.

Ns última terça, 24/04, as Entidades de Representação dos Funcionários da Ativa e Aposentados do BB iniciaram novo processo de negociação com o Banco do Brasil sobre a CASSI.

O banco destacou que sua proposta – cujos detalhes serão melhor apresentados aos funcionários da ativa e aposentados –, tem como base o relatório da Consultoria Accenture, contratada e paga pelo BB, conforme anteriormente negociado, como estabelecido no Memorando de Entendimentos assinado em 21 de outubro de 2016.

O Banco do Brasil apresentou proposta pretendendo alterar o custeio dos Plano Associados para ativos e aposentados, com elevação dos custos para os trabalhadores, além de alteração do modelo de governança paritária, quebra o princípio da solidariedade e instituição de cobrança por dependente.

A proposta do Banco é continuar contribuindo com 4,5%, elevando a contribuição dos funcionários, incorporando a contribuição extraordinária (ajustada para terminar em 2019), que passaria a ser permanente, além de onerar os funcionários com contribuição por dependente, cujo valor base seria de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II).

A proposta do Banco é cobrar a contribuição por dependente de forma diferenciada entre ativos e aposentados.

O Banco propõe que os aposentados passem a contribuir com 100% do valor base (R$360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para os demais dependentes, a partir do segundo (R$72,11).

Para os funcionários da ativa, o Banco propõe cobrar 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$144,23 por dependente) mais 20% do valor base (R$72,11) a partir do terceiro dependente, sendo que 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil para a Cassi, ficando estabelecido o teto de contribuição em 10% da renda do funcionário.

No que se refere à governança, o Banco propõe o acréscimo de duas diretorias, com a contratação de dois Diretores Técnicos e a instituição do direito de voto de minerva pelo patrocinador, no Conselho Deliberativo, o que é inadmissível.

Pela proposta da empresa, a presidência e a Tecnologia e Inovação seriam indicadas pelo BB, os representantes de administração e gestão de Risco e Relacionamento seriam eleitos e as diretorias de Produtos e Programas e Rede de Atendimento seriam ocupadas por técnicos.

A proposta representaria expressiva elevação de custos exclusivamente para os funcionários e aposentados, especialmente para os funcionários de menores rendas.

As Entidades farão debates com seus associados/representados, para a análise da proposta, com vistas ao encontro de alternativas que mantenham o princípio da solidariedade, não onerem desigualmente os trabalhadores e mantenham a paridade na governança.

Fonte – Diretoria Executiva da CONTEC

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