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Banco Central reduz projeção do PIB para 2021 por incerteza com pandemia

Apesar dos resultados tidos como mais benignos do Produto Interno Bruto, PIB, no país em 2020 e no início de 2021, o Banco Central destaca que esses os dados não contabilizam o forte avanço da pandemia a partir do fim de fevereiro. Por isso, segundo a autarquia, as estimativas do PIB deste ano tiveram de ser reduzidas, passando de 3,80% para 3,60%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta manhã pelo BC.

Covid-19 e restrições impactam na atividade econômica do primeiro semestre

Conforme o documento do Banco Central também apontou que o primeiro semestre deste ano pode registrar um “recuo moderado” na atividade econômica. Isto devido à elevação de mortes por Covid-19 e das medidas de distanciamento social em várias cidades e estados na tentativa de conter a pandemia. Esse recuo, no entanto, seria menor do que o registrado em 2020.

O Banco Central aponta que o “processo de agravamento recente da crise sanitária possivelmente interrompe ou atrasa a recuperação da atividade econômica, mas a recuperação tende a ser mais rápida do que vista em 2020”. A autarquia aposta na vacinação em massa no segundo semestre para colaborar com essa recuperação “mais rápida”. A revisão do PIB se aproxima também das últimas projeções do mercado financeiro. Segundo o último Relatório Focus, o mercado estimou o crescimento do PIB de 2021 em 3,22%.

Outro destaque das previsões do Banco Central é a projeção de superávit primário nas contas externas pela primeira vez em 14 anos, na esteira da melhora das exportações a partir de março, com a reabertura das principais economias do globo e valorização das commotidies. Para o BC, as contas terão superávit de US$2 bilhões, ante a projeção anterior de déficit de US$19 bilhões.

Banco Central reafirma estimativa de inflação a 5,00%

Como já apontara na ata da reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, o Banco Central aumentou a estimativa de inflação para 2021 de 3,40% em dezembro para 5,00%. Se for concretizada, a inflação ficará acima do centro da meta para o ano, que é de 3,75%, mas dentro do intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para cima ou para baixo. “Neste momento no Brasil, o cenário é de pressões inflacionárias advindas dos preços administrativos, como os combustíveis”, explica a economista-chefe do TC, Fernanda Mansano.

Para 2022 e 2023, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, o índice oficial da inflação do Banco Central, ficou mantida em 3,50%. O BC também reiterou outro aumento de 75 pontos-base na taxa Selic. A próxima reunião do Copom será em maio.

Fonte: Terra

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