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Banco Central mantém taxa de juros a 15% ao ano

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

O que aconteceu
A manutenção da taxa básica de juros coloca a Selic em seu maior patamar em quase 20 anos. A Selic chegou a 15% ao ano —a mais alta desde julho de 2006 (15,25% ao ano)— em junho, após uma sequência de seis altas consecutivas. Desde então, a taxa permaneceu inalterada nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) de julho, setembro, novembro e, agora, dezembro.

A decisão de manter a Selic em 15% ao ano se deve ao mercado de trabalho aquecido, segundo o comitê. O comunicado admite que o crescimento da atividade econômica está com “trajetória moderada” e que a inflação apresenta “algum arrefecimento”, embora ainda acima da meta. Diz, no entanto, que “o mercado de trabalho mostra resiliência”. O baixo desemprego dificulta a queda da inflação porque, empregada, a população vai às compras.

O Copom também menciona inflação ainda fora da meta de 3% ao ano. “As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus [com economistas consultados pelo BC] permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,4% e 4,2%, respectivamente”, diz.

O Copom também atribuiu parte da alta à “conjuntura” nos Estados Unidos. “O ambiente externo se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”, afirma. “Tal cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes em ambiente de acirramento da tensão geopolítica.”

Apesar de os EUA terem derrubado o tarifaço recentemente, o Copom mostrou preocupação com a política fiscal do governo. “O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, escreve.

O tom adotado continuou enfatizando a necessidade de manter os juros elevados por “período bastante prolongado”. “O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado, indicando que a redução da Selic pode não ocorrer em janeiro
Fonte: UOL

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