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26 de março de 2026
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26 de março de 2026A PF (Polícia Federal) aponta que há indícios de que outras instituições financeiras foram alvos de fraudes bancárias além da Caixa Econômica Federal em meio à operação Fallax desta quarta-feira (25).
A PF descobriu um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas com um grupo criminoso que cooptou funcionários dessas instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra estão entre os bancos listados. A CNN Brasil pediu manifestação deles e aguarda retorno. Em nota, o Bradescoinformou que confia no trabalho da Polícia Federal e aguarda o desfecho das investigações. Já o Banco do Brasil afirma que “não recebeu qualquer comunicação das autoridades que investigam o caso e desconhece o teor da operação, além de exercer colaboração permanente às autoridades policiais e órgãos de investigação, dentro de suas atribuições institucionais”.
Nesta quarta, o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, é alvo da operação deflagrada pela PF contra organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.
Segundo apuração da CNN Brasil, o empresário é alvo de mandado de busca.
Em nota, a defesa do Grupo Fictor e de Rafael Góis informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido e o celular do executivo foi apreendido. “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.
O ex-sócio do Fictor, Luiz Rubini, também é alvo de busca e apreensão. A defesa do empresário, em nota, informou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.
Até a última atualização, 14 pessoas já tinham sido presas em três estados do Brasil. Delegados ouvidos pela CNN Brasilexplicam que o Fictor não é alvo da operação, mas sim a identificação de fraudes contra a Caixa, que tinha como alguns dos envolvidos empresários do grupo.
Ao todo são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Crise e Banco Master
A Fictor Holding Financeira entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo em fevereiro deste ano. A instituição havia tentado comprar o Banco Master em novembro de 2025, antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa. Em nota, o grupo informou que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.
Fonte: CNN Brasil

