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Acho que sofro de “dismorfia de produtividade”. O que é e como superá-la para sermos mais felizes com o trabalho que fazemos

Você já sentiu uma sensação de frustração após concluir um projeto desafiador, mesmo sendo elogiado pelos resultados? Essa insatisfação com o próprio desempenho, apesar de todo o esforço envolvido, pode estar relacionada ao que especialistas estão chamando de “dismorfia de produtividade”.

A dismorfia é frequentemente associada à percepção distorcida do corpo, em que a pessoa enxerga defeitos ou imperfeições que, na realidade, podem não existir. No entanto, esse conceito pode ser ampliado para a percepção da produtividade no trabalho. Assim, a “dismorfia de produtividade” refere-se a uma desconexão entre o que uma pessoa realiza objetivamente e a sua sensação de realização, levando-a a se sentir improdutiva, mesmo quando atinge suas metas.

O que é dismorfia de produtividade?

No ambiente de trabalho, a dismorfia de produtividade é um distúrbio na percepção do próprio desempenho. É como se houvesse uma dissonância entre o que foi alcançado e o sentimento de satisfação com o resultado. O termo apareceu pela primeira vez no Twitter (agora X) em 2020, quando o designer californiano Ben Uyedamencionou que a dismorfia de produtividade “deveria ser reconhecida como uma condição”.

Posteriormente, a jornalista Anna Codrea-Rado popularizou o termo ao relatar como esse fenômeno se manifestou em sua vida. Para Codrea-Rado, a dismorfia de produtividade descreve a desconexão entre os resultados concretos e os sentimentos sobre o trabalho realizado. Mesmo pessoas altamente produtivas e bem-sucedidas podem sentir que não fizeram o suficiente.

Segundo Codrea-Rado, essa condição está ligada a questões como ansiedade, esgotamento e síndrome do impostor. Ela se manifesta frequentemente em profissionais que buscam aperfeiçoamento constante e, como resultado, nunca se sentem satisfeitos com seus feitos. Esses indivíduos tendem a exigir muito de si mesmos, mas acabam minimizando ou ignorando seus sucessos.

Embora estejam relacionados, a síndrome do impostor e a dismorfia de produtividade possuem diferenças sutis. A síndrome do impostor está mais associada à falta de confiança na própria capacidade de realizar um trabalho, enquanto a dismorfia de produtividade reflete uma falta de confiança no trabalho que já foi concluído. Em ambos os casos, o resultado é uma constante sensação de insatisfação e a crença de que nunca se está fazendo o suficiente.

Um exemplo comum envolve líderes ou profissionais que, apesar de verem bons resultados e receberem feedbacks positivos, não conseguem se sentir realizados com suas conquistas. Esse sentimento de fracasso gera ansiedade, cansaço e baixa autoestima, afetando o bem-estar.

Fonte: Minha vida

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