A conta do Master chegou: Banco do Brasil vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor

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A conta do Master chegou: Banco do Brasil vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor

A fatura da crise no Banco Master bateu à porta dos grandes bancos. Para o Banco do Brasil (BBAS3), essa conta deve chegar perto de R$ 5 bilhões, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias.

O dinheiro sairá diretamente do caixa da instituição para reforçar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), pressionado pelos pagamentos bilionários aos investidores após as liquidações de empresas ligadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro.

Diante do rombo provocado pelas garantias pagas aos credores do Master, o FGC decidiu agir para recompor rapidamente sua liquidez.

A solução foi a antecipação de cinco anos de contribuições futuras, além de um aumento temporário de até 50% no valor das contribuições regulares ao fundo até que o caixa do FGC volte ao nível considerado confortável.

No papel, todos os cerca de 250 bancos que integram o sistema participam do esforço. Na prática, o peso recai sobre os gigantes. Segundo Tobias, os cinco maiores bancos do país — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander — respondem por cerca de 80% das contribuições ao FGC.
Vamos buscar recompor essa liquidez o mais rápido possível, pois o FGC é fundamental para garantir a solidez do sistema financeiro”, afirmou Tobias, em entrevista coletiva nesta manhã.

R$ 5 bilhões saem do caixa do Banco do Brasil — e deixam de render

No caso do Banco do Brasil, o impacto imediato é que aproximadamente R$ 5 bilhões sairão da tesouraria para reforçar o fundo.

Segundo o diretor, a antecipação das contribuições tem efeito essencialmente patrimonial — trata-se de deslocar recursos do balanço do banco para o fundo, que usará o dinheiro para honrar os depositantes cobertos.

Mas há um custo nessa movimentação: o dinheiro deixa de render. “Tiramos R$ 5 bilhões do caixa e perdemos a receita de oportunidade desse dinheiro na tesouraria, que poderia render a Selic”, afirmou o executivo. “É importante ter um FGC sólido, mas estamos abrindo mão de receita.”

Fonte: Seu dinheiro

 

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