Juros cobrados por bancos caem pelo segundo mês seguido

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Juros cobrados por bancos caem pelo segundo mês seguido

Redução foi de 0,2%; valor ainda está acima do que era cobrado em janeiro

Após meses de queixas de empresários e consumidores sobre o comportamento dos bancos, os dados do Banco Central mostram que as instituições cortaram as taxas de juros e emprestaram mais pelo segundo mês seguido. Em abril, o volume de crédito na economia cresceu 0,3% e chegou a R$ 3,1 trilhões. A expansão foi puxada pela demanda de financiamentos pelas famílias, que ficaram mais baratos.

Os juros que os bancos cobram das pessoas físicas caíram pelo segundo mês seguido. De acordo com o Banco Central, a média das taxas baixou de 33% ao ano para 32,8% ao ano em abril. Apesar da queda, o juro está acima do que era cobrado em janeiro deste ano.

Nos últimos 12 meses, os bancos diminuíram apenas 5,7 ponto percentual o custo do crédito para as famílias. Enquanto isso, a taxa básica de juros da economia foi cortada quase pela metade: de 11,25% ao ano para 6,5% ao ano. O Banco Central espera um repasse mais rápido da queda dos juros para o consumidor.

Em abril, o juro do cheque especial caiu 3,7 ponto percentual e chegou a 321% ao ano. A queda do crédito pessoal foi bem menor: 0,1 ponto percentual. A taxa dessa modalidade é de 124,9% ao ano. Trabalhadores que pegam empréstimo consignado pagam 40,8% ao ano de juros. É 0,5 ponto percentual menor que a taxa média do mês anterior.

Financiar veículos ficou 0,3 ponto percentual mais barato. A média dos juros é de 21,5% ao ano. O rotativo do cartão de crédito caiu 4,8 ponto percentual e chegou a 238,7% ao ano. No ano passado, o BC proibiu que os bancos deixassem os clientes mais que 30 dias no rotativo. A saída foi criar um parcelado. Esse crédito, entretanto, está mais caro. Aumentou 1,1 ponto percentual no mês passado e chegou a 169,3% ao ano.

Fonte – O Globo

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