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Ministério Público quer mudança no comando da Caixa

Procuradores propõem que escolha de presidente seja por lista quíntupla

Os procuradores do Ministério Público responsáveis pela Operação Greenfield, que investiga desvios em fundos de pensão, enviaram nesta terça-feira ao governo uma recomendação para que o próximo presidente da Caixa seja escolhido a partir de lista quíntupla formada por um serviço profissional de recrutamento. A comunicação leva em conta a iminente saída de Gilberto Occhi da presidência da instituição para ocupar um ministério, na preferência dele, o da Saúde.

O documento foi endereçado à Presidência da República, ao Ministério da Fazenda, ao Conselho Administrativo da Caixa e ao próprio Occhi, segundo a assessoria do Ministério Público Federal no Distrito Federal. A recomendação é que o presidente Michel Temer faça uma seleção impessoal, com o auxílio de recrutamento especializado, que chegaria à lista com cinco nomes para a escolha final.

A sugestão dos procuradores é um complemento à recomendação feita em dezembro para demissão dos 12 vice-presidentes da Caixa — que são indicações políticas. Temer resistiu, mas acabou afastando três executivos investigados.

“As medidas ora propostas visam a melhorar a governança da Caixa, com adoção de boas práticas administrativas à altura da instituição”, explica o procurador Frederico Siqueira, um dos integrantes da força-tarefa da Greenfield.

Procurada, a Caixa informou que não comentaria a recomendação. Fontes ligadas ao banco, no entanto, argumentam que a ofensiva está ligada ao processo anterior em que o Ministério Público recomendou o afastamento dos 12 vice-presidentes e a substituição deles por executivos do mercado. Occhi é citado no processo.

Ainda segundo esses interlocutores, a Caixa já aprovou o novo estatuto para se adequar à lei das estatais, e seus vice-presidentes serão indicados pelo Conselho de Administração, após seleção prévia. Já a escolha de um nome para a presidência do banco continua prerrogativa do presidente da República.

LUCRO DO BANCO SALTA 202%

O banco estatal divulgou nesta terça-feira seus resultados de 2017. A Caixa teve um lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, 202,6% acima do registrado em 2016. O lucro líquido recorrente (que não considera efeitos extraordinários) foi de R$ 8,6 bilhões, alta de 106,9%, também o melhor já alcançado pela instituição nessa base de comparação.

O resultado contábil recorde foi impulsionado por uma provisão atuarial que impôs um teto para o gasto com plano de saúde dos servidores. Essa mudança gerou um ganho de em torno de R$ 4 bilhões no resultado de 2017. Já do ponto de vista operacional, pesou o aumento das receitas com tarifas de serviços.

Uma parcela de 25% do lucro será destinada ao Tesouro Nacional, na forma de dividendos.

Fonte – Jornal O Globo

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