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27 de março de 2018
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27 de março de 2018A cobrança das tarifas é uma receita importante dos bancos, sendo responsáveis, segundo especialistas, por entre 20% e 25% dos ganhos. Somente as tarifas de conta corrente garantiram aos cinco maiores bancos no Brasil – Banco do Brasil, Caixa, Santander, Itaú e Bradesco – R$ 27,3 bilhões em 2017, conforme levantamento feito pelo site InfoMoney. Um recorde, embora a pesquisa não revele o valor arrecadado em anos anteriores.
O Banco do Brasil, por exemplo, atribuiu parte da alta de 54,2% no lucro líquido do ano passado ao aumento da receita com as tarifas, que subiram 9%. O lucro líquido da instituição foi de R$ 11,1 bilhões em 2017. Já o ganho com tarifas somou R$ 6,9 bilhões. O banco estatal foi a instituição que mais faturou com essas cobranças por serviços.
Segundo o levantamento, entre os 58 pacotes de tarifas oferecidos por essas instituições, 50 deles (81%) subiram de preço, seis não foram corrigidos e dois tiveram reajustes inferiores ao índice oficial de inflação. O maior aumento, de 78,88%, foi aplicado pela Caixa em seu “pacote convencional”, que passou de R$ 25,10 para R$ 44,90.
A economista do Idec, Ione Amorim, diz que é possível reduzir o impacto das tarifas bancárias no orçamento. Uma das saídas é optar pelo pacote de serviços essenciais. “Agora, antes de definir por esse pacote, analise o seu perfil. Como a pessoa tem direito a quatro operações de saque por mês, a saída é otimizar o pagamento com o uso do débito”, diz.
Ela frisa que, por determinação do Banco Central, toda as instituições são obrigadas a oferecer esse pacote sem a cobrança de tarifas. “Não existe restrição ao perfil do cliente, como alguns bancos chegam a afirmar, com o objetivo de fazer com que o usuário dos serviços bancários não utilize essa modalidade de pacote”, observa.
Outra opção são as contas digitais. “Agora, é preciso ficar alerta e verificar se o banco cobra. É que muitas instituições passaram a cobrar tarifas para contratos novos”, diz. Há também a opção das contas universitárias, para os que estudam, que têm tarifas mais em conta. “O problema é que não vale para todo mundo”, ressalta.
Juros do cheque especial sobem
Brasília. A taxa de juros do cheque especial chegou a 324,7% ao ano em janeiro, de acordo com dados do Banco Central divulgados na terça-feira (27). Em relação a dezembro, o aumento foi de 1,7 ponto percentual.
Outra alta taxa de juros é a do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 241% ao ano em janeiro, com aumento de 7,1 pontos percentuais em relação a dezembro. Essa é a taxa para quem paga o valor mínimo da fatura. Já o índice para quem que não pagou ou atrasou o pagamento mínimo está em 387,1% ao ano.
Fonte – Jornal O Tempo

