Lucro do Santander cresce 44,5% em 2017 e alcança R$ 8 bilhões

Ações coletivas em defesa dos participantes da Funcef seguem sob análise do Judiciário
31 de janeiro de 2018
Conquista dos bancários, Itaú abre inscrições para auxílio-educação
31 de janeiro de 2018
Ações coletivas em defesa dos participantes da Funcef seguem sob análise do Judiciário
31 de janeiro de 2018
Conquista dos bancários, Itaú abre inscrições para auxílio-educação
31 de janeiro de 2018

Lucro do Santander cresce 44,5% em 2017 e alcança R$ 8 bilhões

As receitas do banco somaram R$ 52,9 bilhões em 2017, um avanço de 18,3% em relação a 2016; margem financeira e spread bancário cresceram.

Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários do ano fiscal, alcançou R$ 9,95 bilhões em 2017, uma alta de 35,6%. Esse resultado exclui, por exemplo, a proteção financeira feita pelo banco (hedge) contra a variação cambial. Apesar de não ser aceito como indicador de lucro pela regra contábil brasileira, esse indicador é usado por investidores para entender o resultado do banco sem fatores extraordinários.

Segundo o Santander, o resultado de 2017 foi o melhor da história para o banco. “Em 2017 alcançamos resultados historicamente destacados, refletindo uma dinâmica de forte aceleração comercial, velocidade das inovações e serviços”, disse o banco em comunicado.

As receitas do banco somaram R$ 52,9 bilhões em 2017, um avanço de 18,3% em relação a 2016. O crescimento se deve ao aumento das margens financeiras, dos spreads (diferença entre custo de captação de recursos e taxas cobradas nos empréstimos) e das comissões.

  • As margens financeiras somaram R$ 37 bilhões em 2017, alta de 18,5%
  • As comissões somaram R$ 15,6 bilhões, crescimento de 17,7%
  • Os spreads de crédito saltaram de 8,7% ao ano, em 2016, para 9,4%

Carteira de crédito

O Santander somou uma carteira de crédito de R$ 272,562 bilhões em 2017, um aumento de 6,1% em um ano. Segundo o banco, o resultado é impulsionado pela oferta de crédito a pessoas físicas e de estímulo ao consumo.

“Nossa estratégia vem nos permitindo crescer acima do mercado, o que representa uma sólida performance frente ao ambiente econômico desafiador”, disse o Santander.

O volume de crédito contratado por pessoas físicas avançou 18,3% em 2017, para R$ 108 bilhões. Já o financiamento ao consumo subiu 20,4%, para R$ 41,88 bilhões.

Para as empresas, há uma diferença de tendências na contratação de crédito no Santander de acordo com o porte da empresa. Para as grandes, a carteira de crédito encolheu 9,8% no ano passado. Já as pequenas ampliaram as contratações em 4,5% em 2017.

Inadimplência

A taxa de inadimplência acima de 90 dias encerrou o ano em 3,2%, uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao fim de 2016. O índice, no entanto, está 0,3 ponto percentual acima do registrado em setembro.

Segundo o banco, o avanço da inadimplência no trimestre se deve a “um caso pontual no segmento de empresas”. Já a inadimplência no crédito concedido a pessoas físicas atingiu 3,7%, “o menor nível histórico com melhora de 0,4 p.p. em doze meses e mantendo a estabilidade em três meses”.

Receitas de prestação de serviços e tarifas

O banco recebeu R$ 15,611 bilhões em receitas com serviços e tarifas em 2017, uma alta de 17,7% e o maior patamar anual. Os serviços de conta corrente são as receitas que mais crescem, mas o cartão de crédito ainda é onde o Santander mais ganha dinheiro.

Fonte – G1

Os comentários estão encerrados.