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Previdência Social: quase R$ 1 milhão em fraude no INSS

Foram expedidos 22 mandados judiciais; duas pessoas presas eram servidoras da agência em Montes Claros

A Polícia Federal, em conjunto com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, desencadeou a Operação “Constrição”, que desarticulou uma organização criminosa que atuava em Montes Claros, São João da Ponte, Varzelândia, Mato Verde e Catuti. O grupo é acusado de fraudar a Previdência Social.

Foram expedidos 22 mandados judiciais – dois de prisão preventiva, um deles envolvendo servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 07 mandados de condução coercitiva, também incluindo funcionária do INSS, e 12 de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2016 e apontaram atuação da quadrilha em unidades de atendimento do INSS na admissão e concessão de benefícios previdenciários fraudulentos, especialmente aposentadorias por idade, benefícios para área rural, com participação de servidores do INSS, em troca de obtenção de vantagem indevida.

Os criminosos recebiam pagamento em dinheiro oriundo de empréstimos consignados – sempre no teto – contratados em nome dos beneficiários das fraudes.

Durante as investigações, foram averiguados 49 casos, totalizando prejuízo, calculado em março de 2017, de R$ 486.410,26.

Em relação aos benefícios fraudulentos, alusivos aos empréstimos consignados que recaíram sobre os benefícios previdenciários, o prejuízo somaria R$ 416.526,79, totalizando perdas de R$ 902.937,05 para os cofres públicos.

O processo de investigação ainda está aberto, pois existem pelo menos mais 50 casos para serem analisados.

A desarticulação da quadrilha evitou um rombo futuro nos cofres públicos no valor de R$ 13.061.686,30, como projeta a Polícia Federal, baseada na idade que cada beneficiário possuía em 2013, e na expectativa de vida constante.

Os investigados estão sendo indiciados por estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e inserção de dados falsos em sistemas de informações.

Somadas, cumulativamente, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam os 30 anos de prisão.

(Colaborou Ascom PF)

Fonte – Jornal O Norte

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