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2 de setembro de 2026Para 2026, os bancos preveem um orçamento de R$ 50,4 bilhões para tecnologia, valor que representa crescimento de 12% em relação ao ano anterior.
Desse total, R$ 2,97 bilhões devem ser destinados à inteligência artificial, análise de dados e big data, conjunto de tecnologias utilizado para lidar com grandes volumes de informações.
Os dados fazem parte da 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. O levantamento também aponta quais foram os profissionais de tecnologia mais demandados pelas instituições em 2025.
Na liderança do ranking está o desenvolvedor de software, responsável pela criação e evolução dos sistemas e aplicativos utilizados pelos bancos. Em seguida aparece o engenheiro de IA, ligado ao desenvolvimento e à aplicação de soluções baseadas em inteligência artificial.
O terceiro profissional mais procurado é o engenheiro de dados, que trabalha com as informações utilizadas pelas instituições. Na quarta posição está o arquiteto corporativo, responsável pela organização das estruturas de tecnologia das empresas.
Completando a lista, aparece o engenheiro de DevOps, profissional que atua na integração entre o desenvolvimento de sistemas e as operações de tecnologia, incluindo atividades necessárias para colocar sistemas em funcionamento e mantê-los disponíveis.
Tecnologia já representa 11% das equipes bancárias
A área de tecnologia já corresponde, em média, a 11% do quadro de profissionais dos bancos. Dentro dessas equipes, o desenvolvimento concentra a maior parcela, com 55% dos trabalhadores de tecnologia.
A infraestrutura representa 18% das equipes. Já as áreas de compliance, gestão de riscos e governança respondem por 8%. Análise de dados e inteligência de negócios representam 7%, mesmo percentual registrado por outras áreas.
A segurança da informação e cibernética corresponde a 5% dos profissionais de tecnologia dos bancos.
Com a expansão das soluções de inteligência artificial, a necessidade de contar com profissionais preparados para desenvolver, implementar e manter essas ferramentas também cresce. Por isso, além de contratar especialistas, as instituições passaram a investir na atualização das próprias equipes.
IA está entre as prioridades de capacitação
A pesquisa mostra que os bancos também estão direcionando esforços para a requalificação profissional. Entre as principais prioridades estão inteligência artificial e aprendizado de máquina, segurança cibernética e ciência e análise de dados.
Também aparecem entre os focos de capacitação engenharia e arquitetura de software, ética e governança no uso de dados e IA e computação em nuvem.
Segundo o levantamento, 39% dos bancos já possuem estratégias de requalificação implementadas e em execução. Outros 22% estão estruturando essas estratégias, enquanto 9% ainda estão em uma etapa inicial de discussão.
Por outro lado, 30% das instituições ainda não possuem estratégias de requalificação profissional.
O cenário mostra que a transformação tecnológica do setor bancário ocorre não apenas pela ampliação dos investimentos em novas ferramentas, mas também pela busca e preparação de profissionais capazes de acompanhar a evolução dessas tecnologias.
Fonte: Infomoney

