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28 de março de 2017
Centrais definem 28 de abril como dia nacional de paralisação contra as reformas
28 de março de 2017As centrais sindicais pretendem fazer uma paralisação geral no dia 28 de abril em protesto contra a reforma da Previdência, mudanças na legislação trabalhista e o projeto de terceirização aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (27) após reunião em São Paulo na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Além da entidade, participaram do encontro a CTB, a CSB, a Nova Central, a Força Sindical, a CUT, a Intersindical, a CSP-Conlutas e a CGTB.
“Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT. Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil”, escrevem, em nota conjunta.
Parte das entidades estaria disposta a diminuir a resistência às propostas de reforma em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial (taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos), conforme reportagem da Folha publicada neste sábado (25).
Em 15 de março, as centrais sindicais e movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores sem terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), organizaram um dia de paralisação e protestos em diversas cidades do país contra a reforma da Previdência e o governo do presidente Michel Temer.
Na ocasião, as centrais se dividiram. Apesar de todas terem participado das paralisações, UGT e Força Sindical não participaram do protesto na avenida Paulista para não “fortalecer o PT”, segundo a Folha apurou. O ex-presidente Lula fez um discurso ao final da manifestação.
Fonte: Folha.com

