
Pobreza é associada à preguiça por 40% dos brasileiros, diz Datafolha
6 de julho de 2026
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6 de julho de 2026O dado divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (1º), mostrando que a taxa média de inadimplência chegou a 4,7% em maio, maior nível desde o início da série histórica, em 2011, acende um alerta que vai muito além dos balanços dos bancos.
O avanço dos atrasos pode iniciar um efeito dominó capaz de atingir serviços essenciais, comércio e atividade econômica.
Na avaliação da economista Carla Beni, conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo) e professora de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), o fenômeno segue uma lógica relativamente previsível. A inadimplência não explode simultaneamente em todos os setores. Ela se espalha em ondas.
O primeiro impacto aparece nos bancos, principalmente no cartão de crédito e no cheque especial. Depois, a inadimplência chega às contas de consumo, como energia elétrica, água e gás.
Na sequência, ela alcança o varejo e as financeiras. Esse é o ciclo que a gente tem”, explica a professora.
Fonte: CNN Brasil

