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16 de junho de 2026Desejado por muitos profissionais, o trabalho remoto aumenta significativamente o isolamento e piora a saúde mental, especialmente para aqueles que moram sozinhos. Os trabalhadores, no entanto, podem demorar a perceber as consequências para o seu bem-estar, já que elas levam tempo para se manifestar.
A conclusão é de uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos e publicada na revista científica Science, que investigou a fundo os impactos dessa modalidade de trabalho sobre a saúde mental.
O trabalho em home office “aumenta o tempo gasto sozinho, piora o bem-estar mental, de acordo com múltiplos indicadores, e aumenta o uso de serviços de saúde mental e prescrições”, escreveram os autores das universidades de Harvard e Virgínia, nos Estados Unidos, e do Banco da Reserva Federal de Nova York.
A adoção do trabalho remoto se tornou generalizada durante a pandemia de covid-19. Nos Estados Unidos, passou de 7% em 2019 para 28% em 2023.
O estudo se baseou em dados de uma pesquisa com 568 mil pessoas e abrangeu o período de 2011 a 2024, excluindo 2020 e 2021, os anos de pico da pandemia.
Durante os anos analisados, houve um aumento geral no sofrimento psicológico, e a análise sugere que “o trabalho remoto responde por aproximadamente um terço desse aumento”, indicam os autores.
Isolamento social aumentou entre quem trabalhava de casa
Em dias úteis antes da pandemia, as pessoas passavam em média 5,4 horas acordadas sozinhas. Depois, aqueles que trabalhavam remotamente passaram a aumentar esse tempo sozinhos em pouco mais de uma hora.
O aumento do isolamento é mais pronunciado entre os que moram sozinhos, cuja probabilidade de passar o dia inteiro sem contato social aumentou em 7 pontos percentuais (83%), segundo o estudo.
Fonte: Bem estar

