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12 de junho de 2026A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos deve fortalecer os mecanismos de controle financeiro adotados por empresas, bancos e investidores que atuam no Brasil.
Embora o debate tenha se concentrado nos impactos diplomáticos e de segurança pública da medida, especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que os efeitos mais relevantes podem surgir no campo da governança corporativa, com o aumento das exigências de compliance, de auditorias internas e do monitoramento de parceiros comerciais.
A classificação coloca as facções sob o alcance das sanções administradas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), órgão do Tesouro americano responsável por impor restrições financeiras a indivíduos, empresas e organizações consideradas ameaças à segurança dos EUA.
Na prática, isso eleva o risco jurídico de qualquer relação econômica que, direta ou indiretamente, envolva estruturas ligadas aos grupos criminosos.
Nesse cenário, empresas e instituições financeiras devem ampliar os controles sobre cadeias produtivas e operações para reduzir riscos de exposição ao crime organizado, dificultar a lavagem de dinheiro e aumentar a capacidade de rastreamento de recursos.
A expectativa é de aumento da pressão sobre setores da economia historicamente mais vulneráveis à infiltração de recursos ilícitos. Entre eles estão a construção civil, o mercado imobiliário, as distribuidoras de combustíveis, a hotelaria e o turismo, frequentemente utilizados para ocultar a origem de recursos e dar aparência de legalidade a operações ilícitas.
“É um divisor de águas importante para passar uma linha e ver quem está de cada lado”, afirma Hugo Queiroz, diretor de gestão da L4 Capital.
Faria Lima não está preocupada com classificação dos EUA
Na esfera financeira, os grandes bancos brasileiros já operam sob padrões internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e identificação de clientes suspeitos, por meio de programas de compliance e mecanismos de rastreamento de operações.
Fonte: Gazeta do povo

