Santander fecha agências, demite funcionários e lucro cai no 1º trimestre de 2026

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Santander fecha agências, demite funcionários e lucro cai no 1º trimestre de 2026

 

O Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões no 1º trimestre de 2026. O resultado representa queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido caiu ainda mais (-7,3%) em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando o banco alcançou R$ 4,023 bilhões.

Em consequência da queda no resultado, o retorno gerencial sobre o patrimônio do banco (ROE) anualizado também caiu, ficando em 16%, com redução de 1,4 ponto percentual em doze meses. Os dados são das Demonstrações Financeiras do Banco Santander.

Fechamento de agências e de postos de trabalho

holding Santander encerrou março de 2026 com 49.107 empregados, com fechamento de 6.196 postos de trabalho em doze meses, sendo 554 postos apenas no 1º trimestre do ano. A base de clientes, de acordo com os dados do Banco Central, aumentou 3,4 milhões em relação a março de 2025, totalizando 71,6 milhões.

Quanto à estrutura física do banco, em doze meses foram fechadas 258 lojas e 225 PAB’s. Tais movimentos, tanto em relação aos trabalhadores quanto a rede de atendimento, remetem ao que o banco afirma no início de seu relatório: “mantivemos o foco na execução da nossa estratégia, com ambição de sermos a principal plataforma financeirana vida de nossos clientes”, ou seja, transformar a instituição predominantemente, senão completamente, em um banco digital.

Receitas com tarifas crescem 5,7%

As receitas com prestação de serviços e renda das tarifas bancárias cresceram 5,7% em relação a março de 2025, totalizando R$ 5,783 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR, por sua vez, caíram 3,6% no período, somando R$ 3,074 bilhões. Assim, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco no 1º trimestre de 2026 foi de 188,1%.

A queda do lucro anual, segundo o relatório do banco, se deve à redução de 0,7% na margem financeira, impactada pela margem com o mercado, em função da sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros e menores resultados da tesouraria (TVM).

O lucro global do banco no período foi de € 3,56 bilhões, com alta de 12,5% em doze meses, mas não foi possível identificar a participação do Brasil nesse resultado.
Fonte: Seeb São Paulo

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