Juros altos, PDD e queda do dólar fazem lucro do Santander crescer menos

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Juros altos, PDD e queda do dólar fazem lucro do Santander crescer menos

Os juros altíssimos, o crescimento das provisões para devedores duvidosos e a queda do dólar foram apontados pelo presidente do Santander Brasil, Mário Leão, numa entrevista à revista Forbes, como alguns dos principais motivos para um crescimento menor do seu lucro no primeiro trimestre deste ano: 1,9% menor do que o crescimento de igual período do ano passado.

Considerando-se o total da carteira, a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) subiu de 2,8% para 3,3%. Grande parte do problema está ligado ao agronegócio. Leão afirmou que a ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) caiu parcialmente porque o patrimônio líquido cresceu — o banco gerou lucro e distribuiu metade como dividendos, elevando o denominador do cálculo.

Outro fator que pesou negativamente no trimestre foi a variação cambial. Por ser o maior banco estrangeiro em operação no Brasil, o Santander mantém uma carteira relevante em dólar — e a queda do dólar no período reduziu o valor dessa carteira em reais. “Dólar cai é má notícia para a carteira”, resumiu.

Juros ‘altos pra burrro” – A matéria da revista Forbes indica que os juros altos estão incomodando os banqueiros, ao restringir o crescimento econômico e com isto, conter a tomada de financiamento e gerar o crescimento da inadimplência. “O cenário macroeconômico segue no radar. Leão avaliou que os juros devem cair mais lentamente do se esperava no início do ano, o que tem efeitos diretos nos resultados. “A conta melhora, mas mais devagar”, disse. Para ele a margem com o mercado, atualmente negativa, tende a melhorar conforme a Selic recua, porém de forma mais gradual.

A matéria da Forbes com Leão continua. “Para a inadimplência de pessoa jurídica, o executivo foi categórico: mesmo que os juros caiam para 12%, o juro médio da economia ainda estaria em em torno de 13% — “que é alto pra burro” —, o que significa que não haverá uma deterioração expressiva na PDD, mas também não haverá alívio relevante na margem.

Lucro global mais que o esperado – O Santander teve lucro líquido de 5,455 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2026, 60% maior do que o ganho apurado em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 29. O resultado foi favorecido por um ganho de 1,9 bilhão de euros relacionado à conclusão da venda de sua subsidiária polonesa.

O lucro subjacente cresceu 12%, para 3,56 bilhões de euros, superando as expectativas de analistas de 3,47 bilhões de euros, segundo pesquisa fornecida pelo banco espanhol. A receita total avançou 4% no trimestre, para 15,14 bilhões de euros, acima do consenso de 15 bilhões de euros.

O banco com sede em Madri também informou que seus custos recuaram 3%, para 6,48 bilhões de euros. Por outro lado, as provisões para empréstimos inadimplentes aumentaram 5%, para 3,225 bilhões de euros.

Seeb Rio

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