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10 de abril de 2026A poucas semanas do início da vigência plena da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que reconhece os riscos à saúde mental como parte dos riscos ocupacionais, as empresas no Brasil ainda apresentam um quadro insuficiente quando o tema é a manutenção de um programa corporativo estruturado sobre o tema.
A partir de 26 de maio deste ano, por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as companhias em operação no País terão de adotar ações para mapear e mitigar riscos que afetam a saúde mental dos trabalhadores, como estresse, assédio moral e excesso de carga de trabalho.
Apesar disso, apenas 10,7% das organizações no Brasil possuem uma estratégia de saúde mental plenamente estruturada, com programas integrados, mensuração e impacto contínuo nos negócios.
Como maiores obstáculos para avanço na agenda de saúde mental nas empresas, os entrevistados indicaram falta de métricas claras e capacidade de mensuração de investimentos (41,1%) e limitações orçamentárias ou disputa da agenda com outras prioridades (28,6%) dentro das companhias.
A falta de uma agenda mais amplamente consolidada nas empresas indica falta de inserção do tema na cultura corporativa, avalia o diretor executivo do HR First Class, Marcos Scaldelai, porta-voz da pesquisa. Isso significa, segundo ele, que a preocupação com a saúde mental ainda tem ficado restrita a um setor específico.
“Infelizmente, (a alta liderança) acaba não colocando (o tema) como prioridade dentro das estratégias de negócios e tratam o assunto apenas como responsabilidade do RH. A saúde mental precisa estar inserida na cultura da empresa.”
Sobre os obstáculos alegados, não há justificativas para apontar como barreiras a falta de orçamento e de apoio técnico para estruturar programas e medir resultados, acrescenta o especialista.
“Hoje, existem empresas que ajudam a construir o planejamento de saúde mental, e fazem isso com métricas claras para medir os resultados”, diz. “É preciso começar. As empresas não fizeram ainda o básico: uma pesquisa para entender os riscos psicossociais, e custa caro não iniciar.”
Fonte: Terra

