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Lucro do BRB dispara 461% no 1º semestre em meio a negociações com o Master

Enquanto aguarda a avaliação do Banco Central (BC) para a compra de um pedaço do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) informou que registrou um lucro líquido de R$ 518 milhões no primeiro semestre, o que significa um crescimento de 461,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O banco, contudo, só vai divulgar detalhes do resultado em conversa com analistas de mercado nesta segunda-feira (1º).

Segundo o banco, no segundo trimestre, o resultado foi positivo em R$ 280,3 milhões, como reflexo de um aumento da base de clientes, que chegou a 9,6 milhões, com aumento de 23,9%, e aumento da carteira de crédito.

“O BRB apresentou um semestre de resultados sólidos, reflexo de uma estratégia consistente de crescimento, diversificação e proximidade com nossos clientes”, afirmou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em comunicado ao mercado.

Segundo o BRB, “os ativos totais do banco somaram R$ 74,5 bilhões, (+40,7%) e opatrimônio líquido chegou a R$ 4,0 bilhões (+60,1%). A carteira de crédito alcançou R$ 59,4 bilhões (+59,4%), enquanto a captação somou R$ 67,3 bilhões (+43,8%), com destaque para CDBs (+52,1%), LCI/LCA (+52,7%) e depósitos judiciais (+29,4%)”.

A margem financeira totalizou R$ 2,3 bilhões (+43,9%) e o resultado de intermediação financeira atingiu R$ 2,0 bilhões (+72,7%). O ROAE ficou em 21,8% e o Índice de Basileia encerrou o semestre em 13,91%. O custo de captação permaneceu abaixo de 100% do CDI”, disse o banco.

Principais números do primeiro semestre de 2025 do BRB:

  • Lucro líquido recorrente: R$ 518 milhões (+461,6%)
  • Resultado recorrente 2T25: R$ 280,3 milhões
  • ROAE: 21,8%
  • Índice de Basileia: 13,91%
  • Ativos totais: R$ 74,5 bilhões (+40,7%)
  • Patrimônio líquido: R$ 4,0 bilhões (+60,1%)
  • Carteira de crédito: R$ 59,4 bilhões (+59,4%)
  • Captação: R$ 67,3 bilhões (+43,8%)
  • Clientes: 9,6 milhões (+23,9%)

Compra do Master

No final de março, o BRB anunciou a compra de um pedaço do banco Master, em uma operação que foi vista como uma espécie de socorro pelo banco público. O BRB, contudo, nega, e diz que há fortes sinergias entre carteiras do Master e a estratégia do banco.

O Master teve crescimento acelerado nos últimos anos por meio da emissão de CDBs com taxas de retorno bem acima da média do mercado – como 140% do CDI. Ao mesmo tempo, investiu os recursos em ativos com pouca liquidez, como precatórios, direitos creditórios e participação em empresas em dificuldades.

Pela proposta, o BRB ficaria com 49% das ações ordinárias (com direito a voto), além de 100% das preferenciais do Master – o que daria 58% dos papéis do banco. Em março, quando foi anunciado, o negócio era estimado em cerca de R$ 2 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

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