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25 de julho de 2025Quedas estão ligadas às questões sazonais das safras; saiba se esse movimento deve impactar a inflação oficial do IPCA e a política de juros
Os Índices Gerais de Preços (IGPs) monitorados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) estão registrando quedas desde março. Para entender a tendência, é importante saber do que é composto cada um dos indicadores. Essa sequência de resultados devem refletir no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil.
Em julho, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,65% após queda de 0,97% em junho. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) também teve queda no dado mais recente, de -1,67% em junho, após queda de 0,49% em maio. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 1,80% em junho, após queda de 0,85% em maio.
| Mês/Índice | IGP-10 | IGP-M | IGP-DI |
| Julho | -1,65% | – | – |
| Junho | -0,97% | -1,67% | -1,80% |
| Maio | -0,01% | -0,49% | -0,85% |
| Abril | -0,22% | 0,24% | 0,30% |
| Março | 0,04% | -0,34% | -0,50% |
Mas, por que os preços estão caindo?
Segundo Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, as quedas deste momento estão ligadas às questões sazonais das safras. E isso se reflete em um dos índices que compõem os IGPs, que capta os movimentos de custos dos produtores.
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Mas, para entender melhor o que os IGPs mostram, é preciso saber do que eles são feitos.
Estes índices captam a pressão inflacionária em produtos e serviços em toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o consumidor, incluindo também a construção civil. Os dados são coletados em sete capitais (BH, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio, São Paulo e Salvador) e resultam de uma média ponderada de outros três índices de preços.
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A composição é feita em 60% pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o que coloca bastante peso nas matérias-primas e bens in natura; em 30% pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC); e em 10% pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
O que difere cada um deles é o período de coleta. O IGP-10 vai do dia 11 de um mês até o dia 10 do outro mês, o IGP-M pega do dia 21 de um mês até o dia 20 do outro mês; e o IGP-DI capta o mês fechado. A leitura dos dados mostra a evolução dos preços de forma mais detalhada.
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“Por mais que os dados tenham uma certa volatilidade, os índices normalmente andam para o mesmo lado. O IGP-10 pega parte das características do mês que se inicia. Já o IGP-M capta uma porção maior do mês de referência. Então se o IGP-10 e o IGP-M estão subindo, a tendência é que o IGP-DI suba também, porque pega o mês inteiro”, afirma Dias.
Queda nos preços dos produtores
O dado mais recente do IGP-10 aponta uma queda acentuada em todas as etapas do IPA, que mede o preço do produtor. Em julho, essa redução no IPA foi de 2,42% após queda de 1,54% em junho.
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Dias cita como exemplo a cotação da soja, que está em queda. “Isso acaba refletindo também no valor do óleo de soja, que chega ao consumidor final – e essas duas variações de preços, do produtor e do consumidor, representam 90% da composição dos IGPs”, diz.
Houve também queda no preço da gasolina após um reajuste da Petrobras para as distribuidoras. Por fim, o INCC, que inclui a mão de obra na construção civil, teve desaceleração devido à redução da frequência de reajuste salarial, explica .
Já o IGP-DI, que capta o mês inteiro, teve queda de 1,80% em junho. O resultado foi puxado pela queda de 2,72% do IPA após o resultado negativo do mês anterior, de -1,38%. Neste período, o café foi o motivo dos recuos porque houve queda expressiva nos preços ao produtor, o que já começa a impactar o varejo.
Fonte : Infomoney

