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BC diz que Reforma da Previdência vai ajudar em corte maior da taxa básica de juros

Comitê de Política Econômica decidiu reduzir Selic para 12,25% ao ano na semana passada

O Banco Central informou nesta quinta-feira (2), na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que o corte gradual da taxa básica de juros está condicionada “a um maior grau de antecipação do ciclo”.

O Copom também apontou que o “redirecionamento da política econômica do governo”, com a aprovação da reforma da Previdência, pode ajudar a uma queda da taxa de juros da economia.

“O Comitê julga que o redirecionamento da política econômica pelo governo, com aprovação e implementação das reformas fiscais, notadamente a reforma da previdência, além de outras reformas e ajustes necessários na economia, pode produzir uma queda da taxa de juros estrutural da economia brasileira”, diz o texto.

“Nesse contexto, o Comitê continuará reavaliando suas estimativas da taxa estrutural de juros da economia ao longo do tempo. Essa dimensão produz mudanças menos frequentes e mais estruturais para a política monetária”, afirma o comunicado.

Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual pela segunda vez seguida, a 12,25% ao ano, diante de melhorias vistas na inflação. Também deixou a porta aberta para acelerar o ritmo de redução ao pontuar que esse movimento dependerá não só da extensão do ciclo, mas da evolução da atividade econômica, dos fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação.
Perspectivas

O BC também indicou que as taxas de câmbio deverão ficar em R$ 3,30/US$ em 2017 e em R$ 3,40/US$ em 2018. Em relação à taxa básica de juros, a Selic deve terminar 2017 em 9,50% ao ano (a.a.) e, em 2018, deverá atingir 9% ao ano.

Sob essas hipóteses, a projeção de inflação do Copom para 2017 recuou em relação à divulgada nas Notas da reunião do Copom em janeiro (204ª reunião), para em torno de 4,2%. A projeção para 2018 nesse cenário manteve-se ao redor de 4,5%.

“A atividade econômica dá sinais de estabilização no curto prazo, mas a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada”, informou.

Fonte – R7

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