
Federação Brasileira de Bancos alerta para o golpe do ‘pix errado’
15 de agosto de 2024
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15 de agosto de 2024Com os impactos cada vez maiores das mudanças climáticas, novos investimentosavançam para garantir a transição para uma economia de baixo carbono. O setor financeiro deve ser a área com maior protagonismo nessa jornada, aponta uma pesquisa da consultoria estratégica Bain & Company, divulgada com exclusividade à EXAME.
As instituições financeiras serão as responsáveis pelo maior volume de investimentos para garantir a redução das emissões de carbono, de acordo com a análise. Até 2030, os financiamentos a partir de bancosdevem atingir US$ 600 bilhões. Outros setores, como o industrial e governos, devem investir US$ 430 bilhões e US$ 350 bilhões, respectivamente.
Na América do Sul, as instituições financeiras devem receber US$ 3,7 bilhões; os asiáticosreceberão US$ 8,4 bilhões; os europeus, US$ 7 bilhões; e os do Oriente Médio e África, US$ 5,5 bilhões.
De acordo com o sócio da Bain & Company, Silvio Marote, o cenário no Brasil se diferencia do internacional: enquanto países europeus buscam financiamentos para acelerar sua mudança namatrizde emissões dos setores de energia e transporte, o maior causador de emissões na economia brasileira atualmente é o agronegócio, a partir das alterações do solo.
“O Brasil tem desafio maior nisso, e dada a importância desse tema na economia, o agronegócio também tem sido o setor com que os bancos têm trabalhado mais. Não apenas por não trabalhar com clientes que não cumprem a legislação, mas também fornecendo instrumentos para apoiar o setor na transição, como financiando práticas de agricultura e criação de gado com menor taxa de emissões de carbono”, explica Marote.
Fonte: Exame

